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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepcões de enfermeiros e gestantes sobre a assistência pré-natal: uma análise á luz de king]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Se trata de un trabajo descriptivo que tuvo por objetivo analizar la asistencia de enfermería implementada en el pre-natal, a partir de las percepciones de los propios enfermeros y de las gestantes. Los datos se colectaron en 8 municipios del estado de Ceará, Brazil, entre mayo y junio de 2001 a través de las observaciones directas de los participantes, entrevistas a las gestantes, respuestas directas de los enfermeros a cuestionarios y revisión de historias clínicas. La muestra estuvo constituida por 30 enfermeros y 30 gestantes. Los resultados fueron analizados a la luz de la teoría de King. Se constató que los enfermeros establecieron una interacción satisfactoria con las pacientes y contribuyeron a la validación de los siguientes presupuestos de la teoría de King: el proceso de interacción se ve influenciado por las percepciones del enfermero y de la paciente, el enfermero debe informar a las pacientes los aspectos relacionados con el cuidado de la salud, lo que se corresponde con el derecho de esta de recibir tales informaciones y consecuentemente, participar en las decisiones que pueden influir en la misma; la congruencia de la percepción de los enfermeros y de los pacientes sobre el desempeño del papel profesional favorecieron que ocurriera la transacción, es decir, un ambiente adecuado entre enfermeros y pacientes para el logro de la metas: una buena asistencia prenatal. Los enfermeros demostraron poseer conocimiento técnico y una actitud favorable para la implementación de la sistematización de la asistencia de enfermería aunque no lo desempeñen en la práctica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present descriptive paper is aimed at analyzing the nursing assistance given at the prenatal stage on the basis of perceptions of nurses and pregnant women. Data were collected in 8 municipalities of the state of Ceará, Brazil from May to June,2001 through direct observation by participants, interviews to pregnant women, answers to questionnaires and note-summary reviews. The sample was made up of 30 nurses and 30 pregnant women. Results were analyzed using King&acute;s theory. It was observed that nurses established satisfactory interaction with the patients and assisted in validating the following assumptions of King&acute;s theory: the process of interaction is affected by the perceptions of nurse and patient; the nurse should tell the patient about health care aspects, which takes into account the right of the patient to receive information on health care and consequently, participate in decisions that influenced health; the agreement between the perceptions of nurses and those of patients as to the professional performance facilitated the transaction, that is to say, a suitable environment around nurses and patients for the attainment of goals. The nurses showed that they had proper technical knowledge and positive attitude in favor of systematizing nursing assistance, although they do not put it into practice.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[CUIDADO PRÉ-NATAL]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ENFERMAGEM]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[TEORIA DE ENFERMAGEM]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <h3>Colaboraci&oacute;n extranjera</h3>    <p>Universidade Federal do Cear&aacute;.  Brazil</p><h2>Percepc&otilde;es de enfermeiros e gestantes sobre a assist&ecirc;ncia  pr&eacute;-natal: uma an&aacute;lise &aacute; luz de king*</h2>    <p><a href="#autor">Enf.  Escol&aacute;stica Rejane Ferreira Moura<span class="superscript">1</span> Enf.  Maria Socorro Pereira Rodr&iacute;gues<span class="superscript">2</span> y Enf  Raimunda Magalhaes da Silva<span class="superscript">3</span></a><a name="cargo"></a></p><h4>Resumo</h4>    <p>Trata-se  de trabalho descritivo que teve por objetivo analisar a assist&ecirc;ncia de enfermagem  implementada no pr&eacute;-natal, a partir de percep&ccedil;&otilde;es dos pr&oacute;prios  enfermeiros e das gestantes. Os dados foram colhidos em 08 munic&iacute;pios do  Cear&aacute;, em maio e junho de 2001. Para coleta dos dados utilizou-se a observa&ccedil;&atilde;o  participante, entrevista, aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio e revis&atilde;o  de prontu&aacute;rios. A amostra foi constitu&iacute;da por 30 enfermeiros e 30  gestantes. Os resultados foram analizados &aacute; luz da teoria de King. Constatou-se  que os enfermeiros estabelecem uma interac&atilde;o satisfact&oacute;ria com a  clientela, contribuindo para validac&atilde;o dos seguintes pressupostos da teoria  de King: o processo de intera&ccedil;&atilde;o &eacute; influenciado pelas percep&ccedil;&otilde;es  do enfermeiro e do cliente; o enfermeiro deve informar os clientes quanto aos  aspectos do cuidado &aacute; sa&uacute;de , o que corresponde ao direito do cliente  de receber informa&ccedil;&otilde;es sobre os cuidados de sa&uacute;de e conseq&uuml;entemente  de participar das decis&otilde;es que influenciam a mesma; a congru&ecirc;ncia  de percepc&atilde;o de enfermeiros e clientes sobre o desempenho do papel profissional  favorece a que ocorra transac&atilde;o. Os enfermeiros demostraram possuir conhecimento  t&eacute;cnico e atitude favor&aacute;vel &aacute; implementac&atilde;o da sistematiza&ccedil;&atilde;o  da asist&ecirc;ncia de enfermagen (SAE), por&eacute;m n&atilde;o desenvolvem na  pr&aacute;tica.</p>    <p>Descritores: CUIDADO PR&Eacute;-NATAL, ENFERMAGEM, TEORIA  DE ENFERMAGEM.</p>    <p>A aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal, em geral, envolve  procedimentos simples, devendo o profissional de sa&ucirc;de, que presta esse  cuidado, de-dicar-se a escutar a gestante, oferecer-lhe apoio, estabelecer uma  rala&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a com a mesma e ajud&aacute;-la conduzir  a experi&ecirc;ncia da maternidade com mais autonomia (BRASIL, 2000).    <br>     <br>  Com o advento do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), o enfermeiro como  membro da equipe, ganhou um amplo espa&ccedil;o de atua&ccedil;o na assist&ecirc;ncia  pr&eacute;-natal. No Cear&aacute;, por exemplo, j&aacute; somam 1.300 enfermeiros  atuando nessa a&ccedil;&atilde;o, em todo Estado (SESA, 2001). Ali&aacute;s, Sep&uacute;lveda  (2000) afirma que a atua&ccedil;&atilde;o do enfermeiro no cuidado &agrave;s gestantes  vem ganhnando destaque desde a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Assist&ecirc;ncia  Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher (PAISM) em 1985, apesa de ainda n&atilde;o  ter sido poss&iacute;vel elucidar alguns obst&aacute;culos como a caracteriza&ccedil;&atilde;o  do papel da enfermeira tendo em vista uma melhor especifica&ccedil;&atilde;o de  suas fun&ccedil;&otilde;es, e de definic&otilde;es mais concretas quanto &aacute;  pr&aacute;ctica da consulta e da execu&ccedil;&atilde;o do parto.    <br>     <br> Diante  do exposto ressalta-se que a aplica&ccedil;&atilde;o de uma teoria na pr&aacute;tica  da enfermagem ap&oacute;ia os enfermeiros na defini&ccedil;&atilde;o de seu papel,  no melhor conhecimento da realidade e conseq&uuml;ente adequa&ccedil;&atilde;o  e qualidade do desempenho profissional, proporcinando aos clientes submeter-se  a procedimentos e cuidados com menos danos (CHINN &amp; KRAMER, 1995; MELEIS (1997);  e BARNUM (1998). Portanto, o desejo de realizar o presente estudo, surgiu com  o objetivo de analisar o desempenho de enfermeiros na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal  &agrave; luz de uma teoria, tendo sido seleccionada a teoria do alcance de metas  de Imogene King. Adotou-se a referida teoria uma vez que esta condidera que os  seres humanos s&atilde;o seres sociais, conscientes, racionais, perceptivos, que  reagem, que t&ecirc;m objetivos orientados para a a&ccedil;&atilde;o e orientados  no tempo e que, o objeto de estudo na enfermagem s&atilde;o as intera&ccedil;&otilde;es  dos seres humanos com o ambiente, que os leva a um estado de sa&uacute;de que  permite o desempenho dos diferentes pap&eacute;is sociais. Nessa asertiva, King  (1981) destaca os clientes como agentes ativos no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a,  bem como uma estrat&eacute;gia para o alcance do estado de sa&uacute;de. Desta  forma, analisasr a asist&ecirc;ncia de enfermagem oferecida no significativa no  pr&eacute;-natal sob a perspectiva da coparticipa&ccedil;&atilde;o das gestantes  parece trazer contribui&ccedil;&otilde;es significativas, uma vez que a principal  meta da assistencia pr&eacute;-natal &eacute; desenvolver potencialidades nas  gestantes para que essas exer&ccedil;am a maternidade com autonomia.</p><h4>A  Teoria do alcance de metas</h4>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na teoria do alcance de metas, King (1981) pressup&otilde;es  que as percep&ccedil;&otilde;es(objetivos, necesidades e valores) do enfermeiro  e do cliente influenciam o processo de intera&ccedil;&atilde;o; que &eacute; dever  do enfermeiro informar os clientes quanto aos aspecto do ciudado &aacute; sa&uacute;de,  para ajud&aacute;-los a tomar decis&otilde;es consciente; que os cliente t&ecirc;m  o direito de recerber de informa&ccedil;&otilde;es sobre os cuidados de sua sa&uacute;de  e participar das decis&otilde;es que influenciam sua vida sua sa&uacute;de e os  servi&ccedil;os comunit&aacute;rios; que acorrer&atilde;o transa&ccedil;&otilde;es  positivas a partir da congru&ecirc;ncia das expectativas de desempenho de papel,  conforme a percep&ccedil;&atilde;o do cliente e do enfermeiro; e que debe haver  coer&ecirc;ncia entre os objetivos dos enfermeiros e dos clientes, sendo direito  desees aceitar ou rejeitar qualquer aspecto do cuidado &aacute; sa&uacute;de.  Neste sentido, a teorista destaca que a intera&ccedil;&atilde;o entre enfermeiro  e cliente, com o objetivo de antingir a meta, se estabelece conforme o diagrama  abaixo, ou seja, cada indiv&iacute;duo envolvido em uma intera&ccedil;&atilde;o  oferece diferentes id&eacute;ias, atitudes e percep&ccedil;&otilde;es a serem  compartilhadas; cada um faz um jugalmento, agindo mentalmente; cada um reage ao  outro e &aacute; situa&ccedil;&atilde;o (percep&ccedil;&atilde;o-julgamento-a&ccedil;&atilde;o-rea&ccedil;&atilde;o)  para o alcance de metas, ao que King denomina de transa&ccedil;&atilde;o.</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/enf/v19n3/f011203.jpg"><img src="/img/revistas/enf/v19n3/f011203.jpg" width="453" height="238" border="0"></a></p>    
<p align="center">Fig.  Adaptado de King I.M. toward a theory of nursing: general concepts of human behavior,  New York: Wiley, 1971. p. 175. In: George, 2000.    <br> </p>    <p>Ademais, King (1981)  afirma que os seres humanos, em intere&ccedil;&atilde;o, podem adquirir autonomia  e, assim, serem capazes de estabelecer objetivos e metas de vida, al&eacute;m  de definir estrat&eacute;gias para sua consecu&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>A mesma  autora construiu 10 conceitos para descrever a intera&ccedil;&atilde;o enfermeiro-cliente,  os quais s&acirc;o: intera&ccedil;&atilde;o, transa&ccedil;&atilde;o, precep&ccedil;&atilde;o,  comunica&ccedil;&atilde;o, self ou ego, papel, estresse crescimento e desenvolvimento,  tempo e espa&ccedil;o. Todavia, na an&aacute;lise dos resultados desde trabalho  foram utilizados os conceitos de percep&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o,  transa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, self ou ego e papel, apresentados  na pr&oacute;pria discuss&acirc;o dos resultados.</p><h4>M&eacute;todos</h4>    <p>Trata-se  de estudo descritivo-explorat&oacute;rio, de car&aacute;ter quantitativo e qualitativo  realizado em oito munic&iacute;pios de Estado do Cear&aacute; (Brasil), incluindo  suas sedes e pelo menos uma localidade de zona rural, por munic&iacute;pio. A  amostra foi constituida por 30 enfermeiros (94 % da popula&ccedil;&acirc;o de  enfermeiros do universo pesquisado) e 30 gestantes. A inten&ccedil;&atilde;o era  pesquisar 100 % da popula&ccedil;&atilde;o de enfermeiros do universo da pesquisa,  entretanto, 02 se eximiram de participar. O n&uacute;mero de gestantes foi determinado  pela satura&ccedil;&atilde;o do teor dos coment&aacute;rios abordados nas entrevistas.  Os dados foram coletados atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o participante,  entrevistas &aacute;s gestantes, resposta direta dos enfermeiros a question&aacute;rios  e revis&atilde;o de prontu&aacute;rios, nos meses de maio e junho de 2001. Os  resultados foram analisados &aacute; luz dos pressupostos da teoria de King, como  tamb&eacute;m foram introduzidos os conceitos chaves de sua teoria para evidenciar  a import&acirc;ncia da pr&aacute;ctica de enfermagen, segundo un referencial te&oacute;rico.</p>    <p>A  pesquisa foi aprobada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (COMEPE),  do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Cear&aacute;, na conformidades  das normas que regulamentam a pesquisa em seres humanos, resolu&ccedil;&atilde;o  no. 196/96, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p><h4>Apresenta&ccedil;&atilde;o  e discuss&atilde;o dos resultados</h4>    <p>Os resultados foram organizados tendo  por base as percep&ccedil;&ocirc;es emitidas pelos sujeitos pesquisadoos (enfermeiros  e gestantes), bem como dos aspectos da observa&ccedil;&acirc;o participante, registrados  no di&aacute;rio de campo. No presente artigo, a percep&ccedil;&atilde;o &eacute;  entendida como sendo &uacute;nica para cada indiv&iacute;duo e representa o que  cada pessoa traz de si e elabora, conforme seu meio e sua realidade (KING, 1981).  &Eacute; como cada pessoa se v&ecirc; ou v&ecirc; determinada realidade. Aplicando  a id&eacute;ia conceitual de Jersild, King definiu que a combina&ccedil;&atilde;o  de pensamentos e sentimentos que constituem a percep&ccedil;&atilde;o que a pessoa  tem de sua exist&ecirc;ncia individual, sua concep&ccedil;&atilde;o de quem e  do que &eacute; constitui seu self ou ego (GEROGE, 20002). Portanto, conhecer  as percep&ccedil;&otilde;es dos enfermeiros e das gestantes, quanto &aacute; assist&ecirc;ncia  de enfermagen no pr&eacute;-natal, resulta na identifica&ccedil;&atilde;o de um  universo de sentimentos e aspira&ccedil;&otilde;es do mais valioso significado  para a p&aacute;tica da enfermagem, no sentido de contribuir para uma melhor adequa&ccedil;&atilde;o  das a&ccedil;&otilde;es oferecidas paera &aacute; realidade dessas gestantes,  fam&iacute;lias e comunidade.    <br>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Os enfermeiros, mediante resposta dada  diretamente aos question&aacute;rios, registram as atividades consideradas priorit&aacute;rias  para que seja desenvolvida uma adequada assist&ecirc;ncia de enfermagem no pr&eacute;-natal.  Essas atividades est&atilde;o apresentadas a seguir, acompanhadas da respectiva  freq&uuml;&ecirc;ncia absoluta com que foram citadas: consulta de enfermagem (28);  atividades de orienta&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,  a n&iacute;vel individual e grupal (14) visita domiciliar (07); refer&ecirc;ncia  para outros profissionais e/ou de maior complexidade (06); capta&ccedil;&atilde;o  precoce das gestantes e seu cadastramento (04); reuni&atilde;o com a familia (02);  participa&ccedil;&atilde;o em atividades voltadas para suplementa&ccedil;ao alimentar  das gestantes desnutridas (02); participa&ccedil;&atilde;o em atividades de confec&ccedil;&atilde;o  do enxoval do beb&ecirc;, em parceria com a&ccedil;&atilde;o social (01) e avalia&ccedil;&atilde;o  dessas a&ccedil;&otilde;es (01). Esses resultados permitem inferir que qu os enfermeiros  atuam, significativamente, tanto no campo assistencial (consulta de enfermagem),  quanto no campo das atividades de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, despontando,  tamb&eacute;m, a visita domiciliar e alguma atividade intersetorial e de avalia&ccedil;&atilde;o.    <br>      <br> Considerando o destaque dado &aacute; consulta de enfermagem, no momento  em que foi citada por 28, dos 30 enfermeiros da amostra, duas vezes mais do que  a segunda atividade considerada priorit&aacute;ria pela categor&iacute;a, passaremos  a discuti-la com maiores detalhes.    <br>     <br> Na opini&atilde;o dos enfermeiros,  os aspectos relevantes da consulta de enfermagem dizem respeito ao acolhimento;  ao relacionamento interperssoal; a realiza&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria  cl&iacute;nica e obst&eacute;trica, de forma a contemplar, inclusive, a identifica&ccedil;&atilde;o  dos fatores psicol&oacute;gicos, sociais e educacionais, na perspectiva de uma  abordagem hol&iacute;stica e individual; a solicita&ccedil;&atilde;o dos exames  laboratoriais a imuniza&ccedil;&atilde;o contra o t&eacute;tano; o registro das  consultas e a refer&ecirc;ncia para outros profissionais em outros n&iacute;veis  de complexidade da assist&ecirc;ncia &aacute; sa&uacute;de. As gestantes identificarram  como pontos relevantes da consulta de enfermagem, a intera&ccedil;&atilde;o estabelecida  pelo emfermeiro, as orienta&ccedil;&otilde;es voltadas para o cuidado da sa&uacute;de,  a realiza&ccedil;&atilde;o do exame f&iacute;sico e obst&eacute;trico e a solicita&ccedil;&atilde;o  dos exames laboratoriais. Portando, a an&aacute;lise desse dados remete a dois  aspectos apresentados na teoria de King. Um, que &eacute; a pr&oacute;pia intera&ccedil;&atilde;o  enfemeiro-gestante, como marco do exerc&iacute;cio da enfermagem, sendo procedida  atrav&eacute;s de uma rela&ccedil;&atilde;o de percep&ccedil;&atilde;o-julgamento-a&ccedil;&atilde;o-rea&ccedil;&atilde;o  (fig. ) ressaltada pelos enfermeiros e pelas gestantes como um dos pontos mais  relevantes da consulta de enfermagem; e um outro que faz refletir um dos pressupostos  da teoria do alcance de metas, quando King estabelece que havendo congru&ecirc;ncia  de percep&ccedil;&atilde;o do enfermeiro e cliente quanto &aacute;s expectativas  do papel e seu desempenho, mais f&aacute;cilmente ocorrer&atilde;o transa&ccedil;&otilde;es.  Neste sentido, constatou-se have essa congruencia quanto aos pontos relevantes  da consulta de enfermagem que foram destacados por enfermeiros e gestantes, portanto,  condi&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel ao alcance de metas. Ademais, o papel  &eacute; descrito na teoria do alcance de metas como o conjunto de comportamentos  esperados de pessoas que ocupam uma posi&ccedil;&atilde;o em determinado sistema,  ou, ainda, regras alusivas a direitos e deveres, ao exemplo de uma rela&ccedil;&atilde;o  com um ou mais indiv&iacute;duos, interagindo em situa&ccedil;&ocirc;es com prop&oacute;sitos  espec&iacute;ficos (KING, 1981). Na intera&ccedil;&atilde;o enfermeir&ocirc;-cliente,  &eacute; importante a clarezca de pap&eacute;is para que haja alcance de metas,  pois havendo conflitos de pap&eacute;is, o alcance de metas estar&aacute; comprometido.</p>    <p>Ainda  com rela&ccedil;&atilde;o a performance dos enfermeiros na consulta de enfermagem,  os mesmos delinearam como relevantes nas suas pr&aacute;ticas os seguintes aspectos:</p><ul>      <li> Proporcionar um acolhimento adequado &aacute; gestante atrav&eacute;s de  uma boa interac&atilde;o, convesando, ouvindo com interesse, valorizando atitudes  ou a&ccedil;&otilde;es conducentes &aacute; sa&uacute;de e envolvendo o parceiro  e a familia;    <br> </li>    <li> Realizar hist&oacute;ria cl&iacute;nica obst&eacute;trica  com enfoque voltado para a identifica&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o  dos fatores de risco;    <br> </li>    ]]></body>
<body><![CDATA[<li> Realizar exame f&iacute;sico e obst&eacute;trico  incluindo a verefica&ccedil;&atilde;o e/ou avalia&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o  arterial, inspe&ccedil;&atilde;o de pele e mucosa, detec&ccedil;&atilde;o de edema,  exame cl&iacute;nico das mamas, medi&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o  da altura uterina, avalia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, realiza&ccedil;&atilde;o  das manobras de Leopold e ausculta fetal;    <br> </li>    <li> Considerar, ao interagir  com a gestante, fatores psicol&oacute;gicos sociais e educacionais;     <br> </li>    <li>  Acompanhar as gestantes com base em uma vis&atilde;o hol&iacute;stica.    <br> </li>    <li>  Solicitar os exames laboratoriais de rotina, incluindo a citologia onc&oacute;tica;    <br>  </li>    <li> Proporcionar a imuniza&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e e do rec&eacute;m-nascido  contra o t&eacute;tano;    <br> </li>    ]]></body>
<body><![CDATA[<li> Registrar os dados das consultas no prontu&aacute;rio  e no cart&atilde;o da gestante;    <br> </li>    <li> Encaminhar as gestantes, quando  neces&aacute;rio, para consultas m&eacute;dicas, odontol&oacute;gicas e outros.</li>    </ul>    <p>Infere-se  desees achados, que os enfermeiros t&ecirc;m uma vis&atilde;o hol&iacute;stica  quanto &aacute; assist&ecirc;ncia a ser dispensada &aacute;s gestantes uma vez  que &eacute; destacado por eles aspectos que contextualizam o uma viv&ecirc;ncia  no &acirc;mbito biopsicoespiritual da gestante, merecendo destaque ao que extrapola  o componente, t&atilde;o somente biol&oacute;gico da assist&ecirc;ncia, como acolhimento  &aacute; gestante, o envolvimento do parceiro e a preocupa&ccedil;&atilde;o com  os aspectos psicol&oacute;gicos, sociais e educacionais da gesta&ccedil;&atilde;o.  Dentre as falas dos enfermeiros e das gestantes a ese respeito, selecionou-se,  para reprodu&ccedil;&atilde;o, aquelas que descreveram aspectos relevantes da  a&ccedil;&otilde;es de enfermagen, e que de alguma forma guardam sintonia com  os ensinamentos de King (1981).    <br>     <br> Os depoimentos trancrito a seguir, por  exemplo, permitem a observa&ccedil;&atilde;o de que o enfermeiro interage com  a gestante, favorecendo o estabelecimento de v&iacute;nculo; garante o direito  &acirc; informa&ccedil;&atilde;o e estabelece metas conjuntamente, estimulando  seu alcance a trav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o de medidas de autocuidado.  As gestantes por sua vez afirmaram que os enfermeiros interagem de maneira satisfat&oacute;ria,  estabelecem uma rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a na medida em que identificam  necessidades e implementam estrat&eacute;gias para o alcance de metas (transa&ccedil;&atilde;o)  a trav&eacute;s de uma comunica&ccedil;&atilde;o efetiva. Para King (1981) a comunica&ccedil;&atilde;o  &eacute; o interc&acirc;mbio de informa&ccedil;&otilde;es, verbais ou &ntilde;ao  verbais, reconhecidas quando gera satisfa&ccedil;&atilde;o e entendimento entre  pessoas. A comunica&ccedil;&atilde;o se faz adequada quando se estabelece uma  rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e entendimento com o outro, o que ir&aacute;  beneficiar a identifica&ccedil;&atilde;o de necesidades e potencialidades que  ser&atilde;o trabalhadas para o alcance de metas. A comunica&ccedil;&atilde;o  &eacute; o meio para o sucesso das intera&ccedil;&otilde;es entre enfermeiros  e clientes, representando, tal vez, a principal estrat&eacute;gia dos enfermeiros  no cuidado dos seres humanos.</p>    <blockquote>     <p> <i>Cumprimento todas as gestantes,  estabele&ccedil;o di&aacute;logo ao entrarem no consult&oacute;rio; converso muito  com as gestantes, identificando as necessidades para ensinar o autocuidado; oriento  sobre os exames de rotina, exames de mamas, estado nuticional, medida de altura  uterina e quanto &aacute; alimenta&ccedil;&atilde;o (E 15).    <br> Ela (a enfermeira)  tira nossa d&uacute;vidas, faz perguntas, ensina os cuidados, est&aacute; sempre  aberta para nos receber e qualquer d&uacute;vida procurar por ela (G9, G29, G3,  G5, G6 e G23).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Eu acho a consulta &oacute;tima. A enfermeira atende muito  bem, &eacute; paciente (...) se preocupa com a sa&uacute;de da gente. A gente  fica sabendo como t&aacute; a crian&ccedil;a, se t&aacute; tudo bem. &Eacute;  muito bom. (G7, G8, G10, G11 e G16).</i></p></blockquote>    <p>Os depoimentos de  duas enfermeiras, explicitados a seguir, s&atilde;o &uacute;teis para identificar  a sensibilidade delas, na condu&ccedil;&atilde;o de um processo de intera&ccedil;&atilde;o  e comunica&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o de metas e de estrat&eacute;gias  para tornar o mesmo congruente &aacute; teoria de King (1981).</p>    <blockquote>      <p> <i>Faco perguntas para as gestantes uso linguagem acess&iacute;vel, mostrando  com gestos e gravuras o que pretendo ensinar; tenho sempre a preocupa&ccedil;&atilde;o  de conferir com a mulher o que ela entendeu, pedindo que ela repita com as palavras  de la ... (E16).    <br> Eu tento ouvir todas as queixas das gestantes, algumas por  serem t&iacute;midas fa&ccedil;o as perguntas, incentivando o di&aacute;logo;  oriento sobre.... estimulo a participa&ccedil;&atilde;o e o crescimento de cada  uma; parabenizo a&ccedil;&otilde;es corretas para que elas possam se sentir capazes,  com potencial, e estimuladas para novos avan&ccedil;os (E19).</i></p></blockquote>    <p>J&aacute;  no relato apresentado, adiante, a enfermeira descreve uma consulta de enfermagem  que permite identificar o exerc&iacute;cio da enfermagem conforme proposto por  King (1981), um processo de a&ccedil;&atilde;o, rea&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o  enfermeira-cliente, o qual com maior facilidade conduzir&aacute; &aacute; transa&ccedil;&atilde;o.  Sobre a realidade constatada, ressalta-se a oportunidade favor&aacute;vel que  est&aacute; sendo criada por essas enfermeiras para que as gestantes alcancem  suas metas de sa&uacute;de.</p>    <blockquote>     <p><i>Estabele&ccedil;o um v&iacute;nculo  com na 1a consulta para que possa haver trocas de informa&ccedil;&otilde;es durante  todo o acompanhamento pr&eacute;-natal.    <br> Ap&oacute;s o recebimento, procuro  identificar as queixas das gestantes, sua periodicidade, tempo que apresenta queixas  e hor&aacute;rios mais freq&uuml;entes de sua ocorr&ecirc;ncia. Em seguida examino  prontu&aacute;rio para saber as acorr&ecirc;ncias e orienta&ccedil;&otilde;es  da consulta anterior. Depois s&atilde;o feitas as avalia&ccedil;&otilde;es do  estado em que se encontra a gestante e realizado o exame.    <br> Todas essas atividades  s&atilde;o realizadas com a gestante, mantendo -se uma troca de informa&ccedil;&otilde;es  e di&aacute;logo, sendo poss&iacute;vel valorizar o contexto em que a gestante  est&aacute; inserida, e isto facilita bastante a cria&ccedil;&atilde;o de uma  rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e identidade da gestante comigo (E23).</i></p></blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em  que pese essa constata&ccedil;&atilde;o, por acasi&atilde;o da an&aacute;lise  de 48 prontu&aacute;rios de gestantes do universo pequisado, foi detectada defici&ecirc;ncia  nos registros das a&ccedil;&ocirc;es de enfermagen, fato que impide a sistematiza&ccedil;&atilde;o  da assistencia de enfermagem (SAE), condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;vel  a uma pr&aacute;tica profissional com qualidade. Neste contexto, &eacute; relevante  esclarecer que a SAE se delineia a trav&eacute;s da consulta de enfermagem, entendida  como o contato do efermeiro com o cliente, para a identifica&ccedil;&atilde;o  dos problemas de sa&uacute;de que conduz ao diagn&oacute;stico de enfermagem (carcter&iacute;sticas  definidoras em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco e n&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o),  contribuindo para a elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de cuidados, composto  pelas prescri&ccedil;&otilde;es de enfermagem (Vanzin &amp; Nery, 2000). A prescri&ccedil;&atilde;o  de enfermagem &eacute; entendida como qualquer interven&ccedil;&atilde;o ou cuidado  de enfermagem para responder as necessidades b&aacute;sicas afetadas dos clientes  (Gordon, 1994).     <br>     <br> Assim sendo, &eacute; relevante acrescentar que a North  American Nursing Association (NANDA) disp&otilde;e de 139 diagn&oacute;stico de  enfemagem aprovados e que comtempla a &aacute;rea materno-infantil, facilitando  sobremaneira a implementa&ccedil;&atilde;o da SAE (SPARKS, TAYLOR e DYER, 2000).    <br>      <br> Entretanto, apesar da defici&ecirc;ncia verificada nos registro dos prontu&aacute;rios,  o que sinaliza para uma operacionaliza&ccedil;&atilde;o inadequada ou ausente  da SAE, nas respostas dadas aos question&aacute;rios, os enfermeiros surpreenderam,  ao descreverem um elenco de cuidados de enfermagem que, organizados em um plano  de enfermagem, proporcionar&aacute;, certamente, melhor desempenho profissional  e melhor n&iacute;vel de sa&uacute;de para m&atilde;es e conceptos. Por tanto,  o que se constata ao confrontar os resultados encontrados nas duas t&eacute;cnicas  de pesquisa (aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio e revis&atilde;o de  prontu&aacute;rios) &eacute; que os enfermeiros possuem conhecimiento t&eacute;cnico  apropriado a implementa&ccedil;&atilde;o da SAE, mas que no en tanto n&atilde;o  a desenvolvem.    <br> </p>    <p>Os referidos cuidados &aacute;s gestantes listados pelos  enfermeiros est&atilde;o apresentados a seguir, com a respectiva freq&uuml;&ecirc;ncia  absoluta em que foram citados:    <br>     <br> Quadro. Cuidados de enfermagem no pr&eacute;-natal    <br>  MR de Baturit&eacute;, 2001</p><table width="75%" border="1"> <tr> <td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">Cuidados  de enfermagem</div></td><td>     <div align="center">Freq&uuml;&ecirc;ncia </div></td></tr>  <tr> <td>Cidados com alimentac&ccedil;&atilde;o (dieta hipercal&oacute;rica, se  desnutrida; dieta rica em ferro e vitaminas; dieta hiposs&oacute;dica, com ferro  e fibras; orienta&ccedil;&atilde;o quanto a bons h&aacute;bitos alimentares conforme  a realidade de cada gestante,). </td><td>     <div align="center">12 </div></td></tr>  <tr> <td>Cuidados voltados para atividades f&iacute;sicas (exerc&iacute;cios para  melhorar a circula&ccedil;&atilde;o; caminhada pela manh&atilde;, ao     <br> sol;  usar sapato baixo; evitar pegar peso; evitar subir ladeiras e escadas) </td><td>      <div align="center">07</div></td></tr> <tr> <td>Cuidados de higiene (banho diario,  troca de roupas, asseio com bicarbonato se prurido vulvar, assio com vinagre branco,  uso de vestu&aacute;rio adequado)</td><td>     <div align="center">06</div></td></tr>  <tr> <td>Repousar em dec&uacute;bito lateral esquerdo.</td><td>     <div align="center">09</div></td></tr>  <tr> <td>Elevar MMII, se edema</td><td>     <div align="center">03</div></td></tr>  <tr> <td>Dieta fracionada, ingesta de alimentos s&oacute;lidos em jejum e evitar  caf&eacute;, se enj&ocirc;o</td><td>     <div align="center">02</div></td></tr> <tr>  <td>Ciudado com as mamas- exec&iacute;cios</td><td>     <div align="center">02</div></td></tr>  <tr> <td>Massagens com &oacute;leos, para estrias</td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">01</div></td></tr>  </table>    <p> Os dados do quadro 01, deixam bem clara a necessidade que t&ecirc;m  os enfermeiros de sistematizarem a assist&ecirc;ncia a ser oferecida com base  em princ&iacute;pios cient&iacute;ficos e que produzca um impacto sobre a sa&uacute;de  da m&atilde;e e do concepto, bem como no sentido de proporcionar &agrave; mulher  gestante, uma autonomia maior, para vivenciar, com seguran&ccedil;a, o processo  da maternidade. Sobre esse assunto, King (1981) prop&otilde;e a metodolog&iacute;a  de Weed, baseada no prontu&aacute;rio orientado para o problema, a qual se constitui  das seguintes etapas: a) explora&ccedil;&atilde;o de dados de base dos clientes,  incluindo informa&ccedil;oes gerais sobre o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a;  b) elabora&ccedil;&atilde;o de uma lista de problemas identificados; c) prioriza&ccedil;&atilde;o  de metas a serem alcan&ccedil;ads, com a participa&ccedil;&atilde;o de uma lista  de problemas identificados; c) prioriza&ccedil;&atilde;o de metas a serem alcan&ccedil;adas,  com a participa&ccedil;&atilde;o dos clientes; d) elabora&ccedil;&atilde;o de  uma lista de cuidados necess&aacute;rios ao alcance de metas; e e) monitora&ccedil;&atilde;o  da implementa&ccedil;&atilde;o desses cuidados.</p>    <p>As gestantes pesquisadas  tamb&eacute;m expressaram sentimentos de satisfa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a  com rela&ccedil;&atilde;o as enfermeiras justificados atrav&eacute;s de dois aspectos  principais: o pimeiro, que guarda rela&ccedil;&atilde;o com o fato de que 09 das  enfermeiras j&agrave; haviam vivenciado a experi&ecirc;ncia da maternidade, com  um grau de paridade entre 01 e 03 filhos, aspecto que pareceu favor&aacute;vel  &aacute; intera&ccedil;&atilde;o enfermeiras-gestantes, uma vez que os dois sujeitos  possuem experi&ecirc;ncias comuns a serem compartilhadas; e um segundo, atribu&iacute;do  &agrave; compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica dos enfermeiros, tendo sido comparados  com <i>m&eacute;dico </i>e <i>doutor</i>, referenciais interpretados por essa  popula&ccedil;&atilde;o de gestantes, como o referencial de maior saber, culturalmente  disseminado de gera&ccedil;&atilde;o a gera&ccedil;&atilde;o. Essas percep&ccedil;&otilde;es  foram expressas da seguinte forma:</p>    <blockquote>     <p><i>Eu prefiro t&aacute;  com a enfermeira. Sou m&atilde;e de onze filhos e vai ser com as enfermeiras.  Ela j&aacute; teve filho, n&eacute;? Sabe muito. Elas s&atilde;o mulher igual  a gente. Homem n&atilde;o pode entender de mulher como outra mulher. A enfermeira...  deixa a gente a vontade (G9, G12 e G25).    <br> (...) As enfermeiras chegam junto  mesmo. Quando tive com tr&ecirc;s meses deu sangramento, agora deu uma infec&ccedil;&atilde;o,  mas tudo elas acompanham (no sentido de encaminhar) (G15).    <br> &Eacute; igual  ao atendimento da m&eacute;dica. O atendimento dela &eacute; igual uma doutora  (G8 e G19).</i></p></blockquote>    <p>Esse achado corroba com o pressuposto de King  de que as percep&ccedil;&otilde;es (objetivos, necessidades, valores) de enfermeiros  e clientes influenciam o processo de intera&ccedil;&atilde;o, ou seja, se os clientes  percebem os enfermeiros com seguran&ccedil;a, saber, confian&ccedil;a etc... certamente,  estar&atilde;o mais inteiros na intera&ccedil;&atilde;o e mais f&aacute;cilmente  alcan&ccedil;ar&atilde;o suas metas.    <br> </p><h4> Conclus&otilde;es</h4>    <p>A aplica&ccedil;&atilde;o  da teoria do alcance de metas na discuss&atilde;o dos resultados deste estudo  permitiu uma abordagem sistem&aacute;tica e l&oacute;gica capaz de apoiar o enfermeiro  no momento de estabelecer uma intera&ccedil;&atilde;o com sua cliente, com vistas  &aacute; determina&ccedil;&atilde;o, em conjunto, de metas de sa&uacute;de, bem  como estrat&eacute;gias para a sua consecu&ccedil;&atilde;o. A teoria mostrou-se  atualizada e com caracter&iacute;sticas importantes, o que conduz as autoras a  recomendar sua aplica&ccedil;&atilde;o pela categor&iacute;a profissional nessa  &aacute;rea do cuidado. Guarda sintonia com a pol&iacute;tica p&uacute;blica de  sa&uacute;de vigente que estimula a co-participa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio  no cuidado &agrave; sua sa&uacute;de e guarda sintonia com a meta da assist&ecirc;ncia  pr&eacute;-natal de promover autonom&iacute;a &aacute; gestante para exercer a  maternidade com mayor seguran&ccedil;a.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <br> Acerca das percep&ccedil;&otilde;es  dos enfermeiros e das gestantes sobre a assist&ecirc;ncia de enfermagem no pr&eacute;-natal,  foram evidenciados no decorrer da an&aacute;lise dos depoimentos de enfermeiros  e gestantes, aspectos que se correlacionam com os seguintes pressupostos da teoria  de King: as percep&ccedil;&otilde;es do enfermeiro e do cliente influenciam o  processo de intera&ccedil;&atilde;o; &eacute; dever do enfermeiro informar os  clientes quanto aos aspectos do cuidado &agrave; sa&uacute;de; os clientes t&ecirc;m  o direito de receber informa&ccedil;&otilde;es sobre os cuidados de sua sa&uacute;de  e participar dos decis&otilde;es que influenciam sua sa&uacute;de; a semelhan&ccedil;a  nas expectativas do papel do enfermeiro e do cliente quanto as expectativa do  papel e do desempenho favorece a que ocorra transa&ccedil;&atilde;o.    <br>     <br>  Vale destacar o indicativo de d&eacute;ficit quanto a SAE, a pesar dos enfermeiros  terem demonstrado possuir conhecimento &agrave; sua implementa&ccedil;&atilde;o,  faltando-lhes somente desenvolver hablidades para realiza&ccedil;&atilde;o do  julgamento cl&iacute;nico, uma vez que ter atitude favor&aacute;vel a esse processo  tamb&eacute;m foi constatado possu&iacute;rem quando da an&aacute;lise quanto  a intera&ccedil;&atilde;o e a comunica&ccedil;&atilde;o e a enfermeiro-gestante.</p><h4>Resumen    <br>  </h4>    <p>Se trata de un trabajo descriptivo que tuvo por objetivo analizar la asistencia  de enfermer&iacute;a implementada en el pre-natal, a partir de las percepciones  de los propios enfermeros y de las gestantes. Los datos se colectaron en 8 municipios  del estado de Cear&aacute;, Brazil, entre mayo y junio de 2001 a trav&eacute;s  de las observaciones directas de los participantes, entrevistas a las gestantes,  respuestas directas de los enfermeros a cuestionarios y revisi&oacute;n de historias  cl&iacute;nicas. La muestra estuvo constituida por 30 enfermeros y 30 gestantes.  Los resultados fueron analizados a la luz de la teor&iacute;a de King. Se constat&oacute;  que los enfermeros establecieron una interacci&oacute;n satisfactoria con las  pacientes y contribuyeron a la validaci&oacute;n de los siguientes presupuestos  de la teor&iacute;a de King: el proceso de interacci&oacute;n se ve influenciado  por las percepciones del enfermero y de la paciente, el enfermero debe informar  a las pacientes los aspectos relacionados con el cuidado de la salud, lo que se  corresponde con el derecho de esta de recibir tales informaciones y consecuentemente,  participar en las decisiones que pueden influir en la misma; la congruencia de  la percepci&oacute;n de los enfermeros y de los pacientes sobre el desempe&ntilde;o  del papel profesional favorecieron que ocurriera la transacci&oacute;n, es decir,  un ambiente adecuado entre enfermeros y pacientes para el logro de la metas: una  buena asistencia prenatal. Los enfermeros demostraron poseer conocimiento t&eacute;cnico  y una actitud favorable para la implementaci&oacute;n de la sistematizaci&oacute;n  de la asistencia de enfermer&iacute;a aunque no lo desempe&ntilde;en en la pr&aacute;ctica.    <br>  </p>    <p>DeCS: ATENCI&Oacute;N PRENATAL/m&eacute;todos; RELACIONES ENFERMERO-PACIENTE;  ENFERMERIA EN SALUD COMUNITARIA; EMBARAZO    <br> </p><h4>Summary</h4>    <p>The present  descriptive paper is aimed at analyzing the nursing assistance given at the prenatal  stage on the basis of perceptions of nurses and pregnant women. Data were collected  in 8 municipalities of the state of Cear&aacute;, Brazil from May to June,2001  through direct observation by participants, interviews to pregnant women, answers  to questionnaires and note-summary reviews. The sample was made up of 30 nurses  and 30 pregnant women. Results were analyzed using King&acute;s theory. It was  observed that nurses established satisfactory interaction with the patients and  assisted in validating the following assumptions of King&acute;s theory: the process  of interaction is affected by the perceptions of nurse and patient; the nurse  should tell the patient about health care aspects, which takes into account the  right of the patient to receive information on health care and consequently, participate  in decisions that influenced health; the agreement between the perceptions of  nurses and those of patients as to the professional performance facilitated the  transaction, that is to say, a suitable environment around nurses and patients  for the attainment of goals. The nurses showed that they had proper technical  knowledge and positive attitude in favor of systematizing nursing assistance,  although they do not put it into practice.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Subject headings: PRENATAL CARE/methods;  NURSE-PATIENT RELATIONS; COMMUNITY HEALTH NURSING; PREGNANCY.    <br> </p><h4>Referencias  bibliogr&aacute;ficas</h4><ol>     <!-- ref --><li> Barnum BJS. Nursing theory: analysis, application,  and evaluation. 5.ed. New York:Lippincott:1998.    <br> </li>    <!-- ref --><li> Brasil. Minist&eacute;rio  da Sa&uacute;de. Secretaria de pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. &Aacute;rea T&eacute;cnica  da Sa&uacute;de da Mulher. Assistencia pr&eacute;-natal: manual t&eacute;cnico.3.ed.  Brasilia: SPS/MS;2000.66p.    <br> </li>    <!-- ref --><li> Chinn PL, Kramer MK. Theory and nursing:  a systematic approach. 3. ed. Cidade: editora 1995.    <br> </li>    <!-- ref --><li> George JB. (  org.).In:_____Teorias de enfermagem: fundamentos para a pr&aacute;tica profissional.  4. ed. Porto Alegre: Artes m&eacute;dicas;2000.    <br> </li>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><li> Gordon M. Nursing  diagnosis: process and application. 3ed. St Louis: Mosby;1994.421p.    <br> </li>    <li>  King IM. A theory for nursing: systems, concepts, process. New York: Wiley Medical  Publications;1981.181p.    <br> </li>    <li> Meleis AI. Theoretical nursing: development  and progress. 3ed. Philadelphia: Lippincont;1997.    <br> </li>    <li> Secretaria da  Sa&uacute;de (CE), 2001. Programa Sa&uacute;de da Familia no Cear&aacute;. Fortaleza:  C&eacute;lula de Organiza&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria  (CEOAP), [on line] 2002 Jun. Available from: URL:http://ceoap01/c/psf/saudedafam&iacute;lia.    <br>  </li>    <!-- ref --><li> Sep&uacute;lveda MAC. Breve hist&oacute;rico dos programas nacionais  de sa&uacute;de materno-infantil.6p.Disponivel em:http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/campinas.htm.  Acesso em: 10 out.2000.    <br> </li>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><li> Sparks SM, Taylor CM, Dyer JG. Diagn&oacute;stico  em enfermagen. R&iacute;o de Janeiro: Reichmann &amp; Affonso editores;2000. 479p.    <br>  </li>    <li> Vanzin AS, Nery MES. Consulta de enfermagem: uma necessidade social?  2ed. Porto Alegre: RM&amp;L;2000.193p.</li>    </ol>    <p>Recibido: 26 de noviembre del  2002. Aprobado: 20 de diciembre del 2002    <br> <i>Enf. Escol&aacute;stica Rejane  Ferreira Moura</i>. Rua Viana de Carvalho No. 180. Apto.203. Monte Castelo. CEP:60  325-820. Cear&aacute;, Fortaleza, Brasil. E-mail:<a href="mailto:escol@fortalned.com.br">  escol@fortalned.com.br</a></p>    <p><a href="#cargo">* Parte da disserta&ccedil;&atilde;o  de mestrado institulada &quot; Assistencia de enfermagem no pr&eacute;-natal no  contexto de Programa Sa&uacute;de de Familia&quot; apresentada ao Programa de  P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagen da FFOE/UFC; financiada pela  FUNCAP e SESA-Ce.    <br> <span class="superscript">1</span> Enfermeira. Doutoranda  em Enfermagem. Assessora t&eacute;cnica da Secretaria da Saud&eacute; do Cear&aacute;.    <br>  <span class="superscript">2</span> Enfermer&iacute;a. Dra. em Filosof&iacute;a  da Enfermagem. Profa. Adjunta da Universidade Federal do Cear&aacute;.    <br> <span class="superscript">3</span>  Enfermeira. Profa. Dra. titular da Universidade de Fortaleza- UNIFOR.</a><a name="autor"></a><a href="#cargo">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  </a></p>    <p>&nbsp; </p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Nursing theory: analysis, application, and evaluation]]></source>
<year>1998</year>
<edition>5.ed</edition>
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<publisher-name><![CDATA[Lippincott]]></publisher-name>
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<collab>Brasil^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Secretaria de políticas de Saúde: Área Técnica da Saúde da Mulher. Assistencia pré-natal: manual técnico]]></source>
<year>2000</year>
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<page-range>66</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasilia ]]></publisher-loc>
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<surname><![CDATA[Kramer]]></surname>
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<source><![CDATA[Theory and nursing: a systematic approach]]></source>
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<year>2000</year>
<edition>4. ed</edition>
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<publisher-name><![CDATA[Artes médicas]]></publisher-name>
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<surname><![CDATA[Gordon]]></surname>
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