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<publisher-name><![CDATA[Editorial Ciencias Médicas]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Famílias migrantes vivendo na periferia de uma grande métropole: análise reflexiva sobre o papel do enfermeiro]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Familias inmigrantes que viven en la perisferia de una gran metrópoli: análisis reflexivo del papel del enfermero]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Migrating families living in the periphery of a great metropoly: a reflective analysis on the role played by nurses]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do CEARÁ- BRASIL  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Estudio descriptivo, reflexivo, con el objetivo de analizar las condiciones de vida de las familias inmigrantes desde el punto de vista de las enfermeras que actúan en el contexto de la salud colectiva. Fueron visitadas 2 áreas donde habitaban familias que emigraron del Estado para la capital cearense. Las informaciones fueron colectadas por medio de fotografías, libre observación y conversaciones con estas personas en ocasión de la visita y lo que contaron fue registrado en el diario de campo. Se identificó que era inhumano y dramático el cuadro miserable en el que vivían esas personas, a las cuales se les niega sus necesidades más básica, como el agua potable, la alimentación, la educación y la asistencia de salud. Esta situación podría paliarse con la implementación de medidas que promuevan el desarrollo de una conciencia crítica, en el sentido de que se suplante la situación de alienación y se les conduzca a actuar con responsabilidad y dignidad en la lucha por los derechos humanos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Summary A descriptive reflective study was made aimed at analyzing the living conditions of the immigrant families from the point of view of the nurses acting in the context of collective health. Families that emigrated from the State to the capital of Ceará lived in the 2 areas that were visited. Information was gathered by means of photographies, free observation and conversations held with these persons during the visit. What they told was registered in the field dairy. It was observed that they lived in an inhuman, miserable and dramatic situation and that they are neglected the most basic needs, such as drinkning water, food, education and medical assistance. This situation could be alleviated by implementing measures promoting the development of a critical consciousness, displacing alienation and leading them to act with responsibility and dignity in the fight for human rights.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <h3>Colaboraci&oacute;n Extranjera</h3>     <p>Universidade Federal do CEAR&Aacute;- BRASIL</p> <h2>Fam&iacute;lias migrantes vivendo na periferia de uma grande m&eacute;tropole:    an&aacute;lise reflexiva sobre o papel do enfermeiro</h2>     <p><a href="#cargo">Enf. Escol&aacute;stica Rejane Ferreira Moura,<span class="superscript">1</span>    Enf. Maria Albertina Di&oacute;genes<span class="superscript">2</span> y Enf.    Zulene Maria deVasconcelos Varela<span class="superscript">3</span></a><span class="superscript"><a name="autor"></a></span></p> <h4>Resumo</h4>     <p>Estudo descritivo, reflexivo, com o objetivo de analisar as condi&ccedil;&otilde;es    de vida de fam&iacute;lias migrantes sob o ponto de vista de enfermeiras que    atuam no contexto da sa&uacute;de coletiva. Foram visitadas duas &aacute;reas    onde moravam fam&iacute;lias que migraram do interior do Estado para capital    cearense. As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas por meio de fotografia,    observa&ccedil;&atilde;o livre e conversas estabelecidas com estas pessoas por    ocasi&atilde;o da visita, cujas falas foram registradas em di&aacute;rio de    campo. Identificou-se ser desumano e dram&aacute;tico o quadro miser&aacute;vel    em que viviam essas pessoas, tendo suas necessidades mais b&aacute;sicas negadas,    como a falta de &aacute;gua pot&aacute;vel, alimenta&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o    e assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Tal situa&ccedil;&atilde;o poderia    ser amenizada com a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas que promovessem o    desenvolvimento de uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica, no sentido de ser suplantada    a situa&ccedil;&atilde;o de aliena&ccedil;&atilde;o, conduzindo-as a agir com    responsabilidade e dignidade na luta por direitos humanos. </p>     <p><i>Palavras chave:</i> &Eacute;xodo rural, sa&uacute;de coletiva, qualidade    de vida, enfermagem.</p>     <p>De acordo com o Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas    (FNUAP)<span class="superscript">1</span> 160.000 pessoas mudam-se das localidades    rurais para os centros urbanos, diariamente, em todo o mundo, gerando um crescimento    explosivo nas cidades. Este fen&ocirc;meno &eacute; com freq&uuml;&ecirc;ncia,    uma conseq&uuml;&ecirc;ncia da ruptura pol&iacute;tica com os meios rurais,    tornando-os sem perspectivas de investimento e desenvolvimento, mantendo-se    no estado de pobreza, de falta de oportunidades de emprego e de car&ecirc;ncia    de terras, contr&aacute;rio ao efeito da atra&ccedil;&atilde;o exercida pelos    melhores empregos e servi&ccedil;os sociais existentes nas regi&otilde;es urbanas.    Em contrapartida, a busca pela sobreviv&ecirc;ncia &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o    inerente a qualquer ser humano, uma vez que, quando as pessoas n&atilde;o est&atilde;o    satisfeitas com as condi&ccedil;&otilde;es de vida partem em busca do sonho    de dias melhores, migrando para as grandes cidades. A migra&ccedil;&atilde;o    &eacute;, pois, um processo social que coloca os grupos em movimento, motivados    pelo fator econ&ocirc;mico e n&atilde;o apenas como uma decis&atilde;o individual.    <br>       <br>   No Brasil esta realidade parece ser semelhante, pois a cada dia aumentam as    estat&iacute;sticas de pessoas que migram da zona rural para a zona urbana em    busca de dias melhores, sem que os centros urbanos estejam preparados para receb&ecirc;-los    e sem que estas pessoas tenham a real dimens&atilde;o do que seja viver em uma    metr&oacute;pole.     <br>       <br>   A popula&ccedil;&atilde;o urbana no Cear&aacute; cresce em ritmo mais acelerado    do que a popula&ccedil;&atilde;o total, enquanto a popula&ccedil;&atilde;o rural    representa redu&ccedil;&atilde;o absoluta, confirmando uma tend&ecirc;ncia que    se verifica desde a d&eacute;cada de 70, quando a taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o    era de 40,81%, passando para 53,14 em 1980; 65,37% em 1991 e 71,53% em 2000.    &Eacute; importante considerar que o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o cearense    &eacute; marcado pela concentra&ccedil;&atilde;o expressiva da popula&ccedil;&atilde;o    urbana na capital - Fortaleza.<span class="superscript">2</span>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>       <br>   Mediante essas circunst&acirc;ncias apresentadas, percebe-se que a migra&ccedil;&atilde;o    poder&aacute; gerar uma situa&ccedil;&atilde;o complexa para os migrantes e    para os moradores dos grandes centros, exigindo das autoridades pol&iacute;ticas    e administrativas iniciativas emergenciais, tanto no sentido de conter o &ecirc;xodo    rural pela melhoria das condi&ccedil;&otilde;es no campo, como no sentido de    atender &agrave;s necessidades das fam&iacute;lias migrantes. Em face ao exposto    e considerando a realiza&ccedil;&atilde;o de uma visita de campo a duas &aacute;reas    ocupadas por fam&iacute;lias que migraram do interior do Estado para Fortaleza,    como parte do componente pr&aacute;tico do Curso de Doutorado em Enfermagem    da Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC), decidiu-se pela realiza&ccedil;&atilde;o    da presente reflex&atilde;o que tem por objetivo analisar as condi&ccedil;&otilde;es    de vida dessas fam&iacute;lias sob o ponto de vista de enfermeiras que atuam    no contexto da sa&uacute;de coletiva.    <br>       <br>   Ressalta-se que o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) orienta para que    os profissionais de sa&uacute;de invertam a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece    com o cliente, de forma a torn&aacute;-lo sujeito ativo de sua condi&ccedil;&atilde;o    sanit&aacute;ria, mediante uma vis&atilde;o do indiv&iacute;duo como ser que    tem necessidades biol&oacute;gicas, psicol&oacute;gicas, sociais e espirituais.    A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, ao proporcionar um cap&iacute;tulo sobre    a sa&uacute;de garantiu o que a popula&ccedil;&atilde;o almejava, um conceito    amplo de sa&uacute;de e a co-participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria nos    assuntos sociais e sanit&aacute;rios. A participa&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria    das decis&otilde;es relativas a essas quest&otilde;es refor&ccedil;a as condi&ccedil;&otilde;es    de sobreviv&ecirc;ncia, uma vez que ter&atilde;o melhorias na sa&uacute;de,    alimenta&ccedil;&atilde;o, lazer, sal&aacute;rios dignos e moradia, enfim, &agrave;s    quest&otilde;es que dizem respeito a uma vida digna e saud&aacute;vel.<span class="superscript">3</span>    Portanto, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atua&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica,    o enfermeiro dever&aacute; implementar cuidados de enfermagem, concretizando    um tipo de sa&iacute;da para a crise. Isto n&atilde;o significa somente executar    tarefas, mas assumir tamb&eacute;m o compromisso de cuidar das fam&iacute;lias,    indo al&eacute;m de tratar a doen&ccedil;a ou preveni-la, mas estimulando uma    vis&atilde;o cr&iacute;tica de maneira que as quest&otilde;es s&oacute;cio-ec&ocirc;nomicas    sejam conduzidas atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas dignas.    Isso pode ser implementado a partir da viv&ecirc;ncia das parcerias, de projetos    integrados, interinstitucionais, envolvendo os v&aacute;rios setores ativos    da comunidade. Como se afirma o objeto da sa&uacute;de coletiva n&atilde;o mais    &eacute; o corpo biol&oacute;gico, mas os corpos sociais, ou seja, demarca-se    o conceito sa&uacute;de-doen&ccedil;a da sa&uacute;de coletiva com base na determina&ccedil;&atilde;o    social do processo sa&uacute;de doen&ccedil;a, diferentemente daquela da causalidade    da sa&uacute;de p&uacute;blica.<span class="superscript">4</span></p> <h4>MATERIAIS E M&Eacute;TODO</h4>     <p>Estudo descritivo e reflexivo, desenvolvido a partir de visita de campo realizada    a duas &aacute;reas cr&iacute;ticas de Fortaleza-CE, nas quais residiam fam&iacute;lias    provenientes do interior do Estado.    <br>       <br>   As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas por meio da observa&ccedil;&atilde;o    livre e do di&aacute;logo estabelecido com as fam&iacute;lias, tendo sido registradas    por meio de ensaio fotogr&aacute;fico e anota&ccedil;&otilde;es em di&aacute;rio    de campo. A observa&ccedil;&atilde;o livre faz-se atrav&eacute;s do contato    direto do pesquisador com o fen&ocirc;meno observado, com o intuito de obter    informa&ccedil;&otilde;es desejadas sobre a totalidade do contexto da realidade    dos sujeitos pesquisados, em seus princ&iacute;pios e particularidades.<span class="superscript">5</span>    Quanto a fotografia, o mesmo autor real&ccedil;a que o registro visual oferecido    por esta t&eacute;cnica amplia o conhecimento do estudo porque proporciona documentar    momentos ou situa&ccedil;&otilde;es que ilustram o cotidiano vivenciado.    <br>       <br>   Os resultados foram analisados com base em fontes bibliogr&aacute;ficas correlatas    e experi&ecirc;ncias das pr&oacute;prias autoras.    <br>       ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Os aspectos &eacute;ticos da pesquisa foram resguardados, uma vez que se omitiu    a identidade dos indiv&iacute;duos, tomando-se, inclusive, a decis&atilde;o    por utilizar apenas as fotografias que n&atilde;o inclu&iacute;ram pessoas.</p> <h4>APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O E AN&Aacute;LISE DOS RESULTADOS</h4>     <p>As fam&iacute;lias verbalizaram como principal sonho &agrave; garantia do sustento    (alimenta&ccedil;&atilde;o), necessidade fisiol&oacute;gica b&aacute;sica de    todo ser vivo. Ao mesmo tempo, foi observada &agrave; condi&ccedil;&atilde;o    desumana na qual essas pessoas viviam, com falta de &aacute;gua pot&aacute;vel,    alimenta&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, aus&ecirc;ncia de saneamento b&aacute;sico    e de outros equipamentos sociais como escolas, creches e postos de sa&uacute;de.        <br>       <br>   Em uma das &aacute;reas, as moradias eram improvisadas a base de papel&atilde;o,    peda&ccedil;os de madeira e outros objetos adquiridos em terrenos baldios; a    segunda estava passando por um processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o procedido    pela prefeitura, todavia as casas estavam sem &aacute;gua, luz e sistema sanit&aacute;rio,    conduzindo alguns moradores a depositarem suas excretas em sacos de lixo e/ou    aterrando-as. Esta &uacute;ltima condi&ccedil;&atilde;o foi considerada humilhante    pelas pessoas. A &aacute;gua estava sendo adquirida em algumas resid&ecirc;ncias    pr&oacute;ximas por pessoas que tinham compaix&atilde;o e cediam &aacute;gua    para beber e para o banho das crian&ccedil;as. No entanto, algumas falas denunciaram    a falta de solidariedade das pessoas, que ao serem abordadas se negavam a atender,    dando respostas por cima dos muros, numa demonstra&ccedil;&atilde;o de indiferen&ccedil;a,    mas tamb&eacute;m de medo.</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/enf/v21n1/f0110105.jpg"><img src="/img/revistas/enf/v21n1/f0110105.jpg" width="159" height="107" border="0"></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href="/img/revistas/enf/v21n1/f0210105.jpg"><img src="/img/revistas/enf/v21n1/f0210105.jpg" width="112" height="106" border="0"></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href="/img/revistas/enf/v21n1/f0310105.jpg"><img src="/img/revistas/enf/v21n1/f0310105.jpg" width="140" height="106" border="0"></a></p> O enfermeiro, ao atuar neste contexto deve se solidarizar com o pr&oacute;ximo,  olhar ao redor e ver as pessoas e a mis&eacute;ria em que vivem e tentar criar  um mundo diferente, mais terno, suscitando a consci&ecirc;ncia individual e coletiva,  no lugar das diferentes formas de viol&ecirc;ncia.<span class="superscript">6</span>  A autora reitera que quando a humanidade toma consci&ecirc;ncia da necessidade  de autoconserva&ccedil;&atilde;o poder&aacute; resolver graves problemas como  a fome, as doen&ccedil;as, as guerras, a polui&ccedil;&atilde;o ambiental, dentre  outros. A esse respeito &eacute; enfatizado que em comunidades ainda n&atilde;o  organizadas as rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o suficientemente consolidadas,  causando diversos problemas ambientais, viol&ecirc;ncias familiares e sociais,  que acabam dificultando as rela&ccedil;&otilde;es mais solid&aacute;rias.<span class="superscript">7</span>  Esse mesmo autor sugere a possibilidade de se criarem redes de solidariedade com  as organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o governamentais para  que as fam&iacute;lias identifiquem os seus problemas e aprendam a conhecer-se  e ajudar-se mutuamente. O pr&oacute;prio processo vai indicando o caminho a ser  seguido, desenvolvendo uma consci&ecirc;ncia de que todos s&atilde;o respons&aacute;veis  e que devem ser vencidos preconceitos, abrindo espa&ccedil;os para uma participa&ccedil;&atilde;o  efetiva e global.      
<p align="center"><a href="/img/revistas/enf/v21n1/f0410105.jpg"><img src="/img/revistas/enf/v21n1/f0410105.jpg" width="153" height="128" border="0"></a></p> Outra realidade vivenciada pelas fam&iacute;lias migrantes foi manifestada na  forma de inquieta&ccedil;&otilde;es, necessidade de adapta&ccedil;&atilde;o frente  ao atual contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico e cultural que passaram a enfrentar,  o que constitui um agravante relacionado &agrave; sa&uacute;de, uma vez que o  desequil&iacute;brio social leva a desorganiza&ccedil;&atilde;o no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a.  &Eacute; sabido que prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de moradia, saneamento  b&aacute;sico, escola, emprego, lazer, etc. levam a situa&ccedil;&otilde;es de  estresse, contribuindo para o agravo do estado de sa&uacute;de. Neste sentido,  autores afirmam que o processo migrat&oacute;rio leva a dif&iacute;cil assimila&ccedil;&atilde;o  do novo ambiente, per&iacute;odo adaptativo bastante dif&iacute;cil, que pode  levar anos para que a cultura local seja incorporada e assimilada.<span class="superscript">8</span>      
<br>     <br> O fluxo migrat&oacute;rio para Fortaleza levou essas pessoas a se depararem com  situa&ccedil;&otilde;es diferentes das que viviam, que al&eacute;m de modificarem  suas ra&iacute;zes culturais, necessitam de se re-socializar em uma estrutura  complexa como a da vida urbana. Alguns indiv&iacute;duos referiram problemas de  dores de cabe&ccedil;a, nervosismo e dificuldade de relacionamento familiar atribu&iacute;da  &agrave; falta de toler&acirc;ncia e de esperan&ccedil;a e &agrave;s v&aacute;rias  frustra&ccedil;&otilde;es as quais est&atilde;o expostos.     <br>     <br> Pode-se analisar que ao mudar o habitat &eacute; natural que ocorram mudan&ccedil;as  na vida social das fam&iacute;lias migrantes, incluindo mudan&ccedil;as de pap&eacute;is,  de conviv&ecirc;ncia e do cotidiano em geral. Esta assertiva se refor&ccedil;a  ao ser enfatizado que o processo migrat&oacute;rio conduz a perda da conviv&ecirc;ncia  com a coletividade, exacerbando o individualismo, a competi&ccedil;&atilde;o e  o ego&iacute;smo.<span class="superscript">9</span>     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <br> Nessa abrang&ecirc;ncia comunit&aacute;ria o enfermeiro poder&aacute; contribuir  para desenvolver nas pessoas capacidade para discutir quest&otilde;es que lhe  s&atilde;o priorit&aacute;rias, de maneira solid&aacute;ria e cidad&atilde;, utilizando-se  do enfoque educacional para promover a solidariedade grupal e mudan&ccedil;as  de comportamentos e de atitudes favor&aacute;veis &agrave; sa&uacute;de e qualidade  de vida. O enfermeiro poder&aacute;, ainda, trabalhar o conceito de autogest&atilde;o,  de maneira a desenvolver pr&aacute;ticas de autocuidado coletivamente, melhorando  as condi&ccedil;&otilde;es de vida dessa popula&ccedil;&atilde;o. A busca por  justi&ccedil;a social tamb&eacute;m &eacute; outra atividade que deve fazer parte  da luta de todo cidad&atilde;o, suscitando aos menos privilegiados conquistar  a cidadania com luta pr&oacute;pria, cabendo ao enfermeiro contribuir para que  essas pessoas desenvolvam potencialidades e a capacidade que t&ecirc;m de influenciar  sua vida e a de outros no seio da comunidade.     <br>     <br> Tamb&eacute;m foi identificado por meio das conversas estabelecidas com essas  pessoas que h&aacute; um sentimento de rejei&ccedil;&atilde;o e revolta embutido  na alma desses migrantes, mediante extrema condi&ccedil;&atilde;o de exclus&atilde;o  social que &eacute; mantida ou exacerbada, aspecto que guarda uma rela&ccedil;&atilde;o  direta com o estado de sa&uacute;de, sobremaneira a sa&uacute;de emocional e psicol&oacute;gica.      <br>     <br> A esse respeito, afirmam que os princ&iacute;pios, valores e normas em determinadas  sociedades n&atilde;o s&atilde;o aspectos individuais, mas da coletividade, uma  vez que em um processo social as diferentes rela&ccedil;&otilde;es sociais determinam  o padr&atilde;o organizativo vigente em uma comunidade. O individuo interage com  a sociedade num processo de reciprocidade que se determina mutuamente.<span class="superscript">10</span>  Ent&atilde;o, se o individuo vive em condi&ccedil;&atilde;o de mis&eacute;ria  e &eacute; exclu&iacute;do em posi&ccedil;&atilde;o de ser perif&eacute;rico,  o sentido real da sociedade se trai a si mesmo, pois esse desajuste prejudica  a vincula&ccedil;&atilde;o que h&aacute; entre indiv&iacute;duo e sociedade.<span class="superscript">11</span>  <h4>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </h4>     <p>Identificou-se ser desumano e dram&aacute;tico o quadro miser&aacute;vel em    que viviam as fam&iacute;lias migrantes visitadas, tendo suas necessidades mais    b&aacute;sicas negadas, como a falta de &aacute;gua pot&aacute;vel, alimenta&ccedil;&atilde;o,    educa&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, exigindo interven&ccedil;&otilde;es    urgentes por parte das autoridades pol&iacute;ticas, pois essas pessoas t&ecirc;m    como direito universal a cidadania, com garantia de suas necessidades humanas    b&aacute;sicas e infra-estrutura que lhes possibilite o bem viver.     <br>       <br>   Como contribui&ccedil;&atilde;o a ser dada pelo enfermeiro reconheceu-se que    este profissional dever&aacute; conscientizar-se de que o cuidado humano &eacute;    um encontro de pessoas que enfrentam os mesmos desafios para a sua sobreviv&ecirc;ncia,    possibilitando uma melhor qualidade de vida, traduzida em solidariedade, justi&ccedil;a    e paz, devendo estimular e criar condi&ccedil;&otilde;es para que as fam&iacute;lias    migrantes saiam da situa&ccedil;&atilde;o de aliena&ccedil;&atilde;o em que    vivem e lutem por seus direitos, para, assim, serem satisfeitas suas necessidades    vitais. Por outro lado, salienta-se que uma reforma agr&aacute;ria com medidas    que atra&iacute;ssem o homem para o campo, garantindo-lhe desenvolvimento agr&iacute;cola,    trabalho e renda evitaria o &ecirc;xodo rural desorganizado. </p> <h4>Resumen</h4> <h6>Familias inmigrantes que viven en la perisferia de una gran metr&oacute;poli:    an&aacute;lisis reflexivo del papel del enfermero     <br> </h6>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudio descriptivo, reflexivo, con el objetivo de analizar las condiciones    de vida de las familias inmigrantes desde el punto de vista de las enfermeras    que act&uacute;an en el contexto de la salud colectiva. Fueron visitadas 2 &aacute;reas    donde habitaban familias que emigraron del Estado para la capital cearense.    Las informaciones fueron colectadas por medio de fotograf&iacute;as, libre observaci&oacute;n    y conversaciones con estas personas en ocasi&oacute;n de la visita y lo que    contaron fue registrado en el diario de campo. Se identific&oacute; que era    inhumano y dram&aacute;tico el cuadro miserable en el que viv&iacute;an esas    personas, a las cuales se les niega sus necesidades m&aacute;s b&aacute;sica,    como el agua potable, la alimentaci&oacute;n, la educaci&oacute;n y la asistencia    de salud. Esta situaci&oacute;n podr&iacute;a paliarse con la implementaci&oacute;n    de medidas que promuevan el desarrollo de una conciencia cr&iacute;tica, en    el sentido de que se suplante la situaci&oacute;n de alienaci&oacute;n y se    les conduzca a actuar con responsabilidad y dignidad en la lucha por los derechos    humanos.</p>     <p><i>Palabras clave:</i> &Eacute;xodo rural, salud colectiva, calidad de vida.</p>     <p></p> <h4>Summary</h4> <h6>Migrating families living in the periphery of a great metropoly: a reflective    analysis on the role played by nurses </h6>     <p>A descriptive reflective study was made aimed at analyzing the living conditions    of the immigrant families from the point of view of the nurses acting in the    context of collective health. Families that emigrated from the State to the    capital of Cear&aacute; lived in the 2 areas that were visited. Information    was gathered by means of photographies, free observation and conversations held    with these persons during the visit. What they told was registered in the field    dairy. It was observed that they lived in an inhuman, miserable and dramatic    situation and that they are neglected the most basic needs, such as drinkning    water, food, education and medical assistance. This situation could be alleviated    by implementing measures promoting the development of a critical consciousness,    displacing alienation and leading them to act with responsibility and dignity    in the fight for human rights.    <br>       <br>   <i>Key words:</i> Rural exodus, collective health, quality of life.    <br> </p>     <p></p> <h4>REFER&Ecirc;NCIAS </h4>     <!-- ref --><p> 1. FNUAP (Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas)    2001. Rastos e Marcos: popula&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;as ambientais,    a situa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial. New York.    <br> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 2. IPLANCE (Instituto de Planejamento do Cear&aacute;) 2004. O Cear&aacute;    em n&uacute;meros. http://www.iplance.ce.gov.br.    <br> </p>     <!-- ref --><p> 3. MS (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de) 1994. Incentivo a participa&ccedil;&atilde;o    popular e controle social do SUS: textos t&eacute;cnicos para conselheiros de    sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS.    <br> </p>     <p> 4. Matumoto S, Mishima SM, Pinto IC 2001. Sa&uacute;de coletiva: um desafio    para a enfermagem. Rio de Janeiro, Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 17(1):233-241.    <br> </p>     <!-- ref --><p> 5. Cruz Neto O. O trabalho de campo como descoberta e cria&ccedil;&atilde;o.    In: Minayo MCS (Org.) 1995. Pesquisa social: teoria, m&eacute;todo e criatividade.    4. ed. Petr&oacute;polis: Vozes.    <br> </p>     <!-- ref --><p> 6. Martirani G 2001. A civiliza&ccedil;&atilde;o da ternura: novo estilo de    vida para o terceiro mil&ecirc;nio. S. Paulo: Paulinas.    <br> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> 7. Kaloustian SM 1994. Fam&iacute;lia brasileira: a base de tudo. S. Paulo,    Bras&iacute;lia: Cortez; UNICEF.    <br> </p>     <!-- ref --><p> 8. Silva PC, Perez MP, Costa EMA 2001. S&oacute; volto l&aacute; quando puder    comprar um &oacute;culos escuro. Hist&oacute;rias de viagens do Nordeste a Sorocaba.    Revista Eletr&ocirc;nica de Geografia y Ci&ecirc;ncias Sociales [on line]. Scripta    Nova 94(50) <a href="http://www.ub.es/geocrit/sn-94-50.htm">www.ub.es/geocrit/sn-94-50.htm</a>    <br> </p>     <!-- ref --><p> 9. Primavesi A 1996. Do apocalipse ao g&ecirc;nese: ecologia, feminismo e    cristianismo. S. Paulo: Paulinas.    <br> </p>     <p> 10. Collet N, Rozendo CA, Paveloqueiras S 1995. Algumas reflex&otilde;es sobre    um tema pol&ecirc;mico: a &eacute;tica na enfermagem. Porto Alegre, Revista    Ga&uacute;cha de Enfermagem 16 (1/2): 82-87.    <br> </p>     <!-- ref --><p> 11. Silva MB 1995. Rosto e alteridade: pressupostos da &eacute;tica comunit&aacute;ria.    S.Paulo: Paulus.<p>Recibido:1 de diciembre de 2004. Aprobado: 20 de diciembre de 2004.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Enf. <i>Escol&aacute;stica Rejane Ferreira Moura</i>. Av. Filomeno Gomes, 180.    Apto. 401. Jacarecanga. Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. CEP: 60.010-281. Fone:    85 238 0604. e-mail:<a href="mailto:escolpaz@yahoo.com.br">escolpaz@yahoo.com.br</a></p>     <p></p>     <p></p>     <p><a href="#autor"><span class="superscript"><b>1</b></span> Enfermeira. Doutora    em Enfermagem. Profa. Adjunto da Universidade Federal do Cear&aacute;.     <br>   <span class="superscript"><b>2</b> </span>Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem.    Instituto de Preven&ccedil;&atilde;o do C&acirc;ncer do Cear&aacute;. Universidade    de Fortaleza (UNIFOR).     <br>   <span class="superscript"><b>3</b></span> Enfermeira. Profa. Titular, integrante    do Conselho de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o do Departamento de Enfermagem    da Universidade Federal do Cear&aacute; - DENF/UFC.</a><a name="cargo"></a></p>      ]]></body><back>
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