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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do curso e evolução das uveítes nos pacientes portadores de doenças reumatológicas]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Evaluación del curso de la evolución de la uveítis en pacientes con artritis reumatoide]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Course evaluation and evolution of uveitis in patients with rheumatic diseases]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Objetivos: analisar o curso e a evolução das uveítes associadas às diversas doenças reumáticas. Métodos: foi realizado um estudo retrospectivo com base na análise de prontuários de 37 pacientes que possuíam diagnóstico prévio de uveíte no período entre 2000 e 2008. Resultados: vinte e seis pacientes (70,3 %) apresentaram associação com doenças reumáticas e os outros 11 (29,7 %) portadores de uveíte idiopática. O diagnóstico mais freqüente foi o de Artrite Idiopática Juvenil (56,8 %), seguida por Uveíte Idiopática (29,7 %) e pelas espondiloartrites soronegativas (8,1 %). O aparecimento da uveíte posterior à doença de base foi o mais freqüente (56,8 %), assim como o acometimento da câmara anterior do olho (70,3 %). Obtivemos um total de 57 olhos acometidos. A presença de fator antinuclear (FAN) esteve associada à maior freqüência de uveíte e a maioria dos pacientes com FAN positivo evoluiu com complicações (65 %). As complicações mais freqüentes foram catarata (30,2 %) e sinéquias posteriores (13,2 %). Todos os pacientes em uso de biológicos apresentavam alguma complicação, o que pode ser explicado pela maior gravidade das uveítes em pacientes que necessitaram o uso destes medicamentos. Conclusiones: as características das uveítes associadas às doenças reumatológicas observadas no presente estudo foram semelhantes às encontradas por outros autores. Ressaltamos a importância da avaliação ocular periódica nas doenças reumáticas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: analyze the course and the development of uveitis associated with many rheumatic diseases. Methods: the authors conducted a retrospective study based on records Analysis of 37 patients with previous diagnosis of uveitis during the period from 2000 to 2008. Results: the association uveitis-rheumatic disease was observed in 26 patients (70,3 %); the others 11 (29,7 %) had idiopathic uveitis. The most common diagnoses were Idiopathic Juvenile Arthritis (56,8 %) of the sample, followed by Idiopathic Uveitis (29,7 %) and Seronegative Spondyloarthritis (8,1 %). The most frequent way of onset was after the underlying disease (58,8 %) and the most frequent localization was anterior uveitis (70,3 %). A total of 57 affected eyes were evaluated. The authors observed association between positive antinuclear antibody (ANA) and the emergence of uveitis and the most patients with positive ANA developed complications (65,0 %). The most frequent complications were cataract (30,2 %) and posterior synechiae (13,7 %). It was observed that all patients using biologic agents presented complicated uveitis at some stage of the disease, what could be explained by greater severity of uveitis in patients who required the use of these drugs. Conclusion: the characteristics of uveitis associated with rheumatic diseases in this study were similar to those found by other authors and they emphasize the importance of regular eye evaluation in rheumatic diseases.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[uveítes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  	     <p align="right"><font face="verdana" size="2"><b>ART&Iacute;CULO ORIGINAL DE    INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="4">Avalia&ccedil;&atilde;o    do curso e evolu&ccedil;&atilde;o das uve&iacute;tes nos pacientes portadores    de doen&ccedil;as reumatol&oacute;gicas</font></b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">Course evaluation    and evolution of uveitis in patients with rheumatic diseases</font></b></font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2"><b>Blanca Elena R&iacute;os Gomes    Bica <sup>I</sup>, Lina Mar&iacute;a Saldarriaga Rivera <sup>II</sup>, Carolina    Carvalho Soares Valentim<sup> III</sup>, Fernando Br&aacute;ulio Ponce Leon    Pereira de Castro <sup>III</sup>, Juliana Fragoso Pereira Pinto <sup>III</sup>,    Juliana Serra Walsh<sup> III</sup>, Camila de Carvalho Figueiredo<sup> III</sup>,    Mario Newton Leit&atilde;o de Azevedo<sup> IV</sup></b></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2"><sup>I</sup>Professor Adjunto da    Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Chefe do Servi&ccedil;o    de Reumatologia. Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho. Servi&ccedil;o    de Reumatologia. Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho. Universidade    Federal do Rio de Janeiro, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="verdana" size="2"><sup>II</sup> Medica Reumatologista. Servi&ccedil;o    de Reumatologia do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho, Universidade    Federal do Rio de Janeiro, Brasil..&nbsp;    <br>   </font><font face="verdana" size="2"><sup>III</sup> M&eacute;dico Residente.    Servi&ccedil;o de Reumatologia. Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga    Filho. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil..&nbsp;    <br>   </font><font face="verdana" size="2"><sup>IV</sup> Professor Associado de Reumatologia.    Servi&ccedil;o de Reumatologia. Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga    Filho. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">&nbsp;</p> <hr>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2"><b>Objetivo:</b> analisar o curso    e a evolu&ccedil;&atilde;o das uve&iacute;tes associadas &agrave;s diversas    doen&ccedil;as reum&aacute;ticas.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">M&eacute;todos: foi realizado um estudo    retrospectivo com base na an&aacute;lise de prontu&aacute;rios de 37 pacientes    que possu&iacute;am diagn&oacute;stico pr&eacute;vio de uve&iacute;te no per&iacute;odo    entre 2000 e 2008.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Resultados: vinte e seis pacientes (70,3    %) apresentaram associa&ccedil;&atilde;o com doen&ccedil;as reum&aacute;ticas    e os outros 11 (29,7 %) portadores de uve&iacute;te idiop&aacute;tica. O diagn&oacute;stico    mais freq&uuml;ente foi o de Artrite Idiop&aacute;tica Juvenil (56,8 %), seguida    por Uve&iacute;te Idiop&aacute;tica (29,7 %) e pelas espondiloartrites soronegativas    (8,1 %). O aparecimento da uve&iacute;te posterior &agrave; doen&ccedil;a de    base foi o mais freq&uuml;ente (56,8 %), assim como o acometimento da c&acirc;mara    anterior do olho (70,3 %). Obtivemos um total de 57 olhos acometidos. A presen&ccedil;a    de fator antinuclear (FAN) esteve associada &agrave; maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de uve&iacute;te e a maioria dos pacientes com FAN positivo evoluiu com complica&ccedil;&otilde;es    (65 %). As complica&ccedil;&otilde;es mais freq&uuml;entes foram catarata (30,2    %) e sin&eacute;quias posteriores (13,2 %). Todos os pacientes em uso de biol&oacute;gicos    apresentavam alguma complica&ccedil;&atilde;o, o que pode ser explicado pela    maior gravidade das uve&iacute;tes em pacientes que necessitaram o uso destes    medicamentos.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Conclus&atilde;o: as caracter&iacute;sticas    das uve&iacute;tes associadas &agrave;s doen&ccedil;as reumatol&oacute;gicas    observadas no presente estudo foram semelhantes &agrave;s encontradas por outros    autores. Ressaltamos a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o ocular peri&oacute;dica    nas doen&ccedil;as reum&aacute;ticas.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> uve&iacute;tes,    artrite idiop&aacute;tica juvenil, catarata.</font></p> <hr>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Objetivos: analisar o curso e a    evolu&ccedil;&atilde;o das uve&iacute;tes associadas &agrave;s diversas doen&ccedil;as    reum&aacute;ticas.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">M&eacute;todos: foi realizado um estudo    retrospectivo com base na an&aacute;lise de prontu&aacute;rios de 37 pacientes    que possu&iacute;am diagn&oacute;stico pr&eacute;vio de uve&iacute;te no per&iacute;odo    entre 2000 e 2008.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Resultados: vinte e seis pacientes (70,3    %) apresentaram associa&ccedil;&atilde;o com doen&ccedil;as reum&aacute;ticas    e os outros 11 (29,7 %) portadores de uve&iacute;te idiop&aacute;tica. O diagn&oacute;stico    mais freq&uuml;ente foi o de Artrite Idiop&aacute;tica Juvenil (56,8 %), seguida    por Uve&iacute;te Idiop&aacute;tica (29,7 %) e pelas espondiloartrites soronegativas    (8,1 %). O aparecimento da uve&iacute;te posterior &agrave; doen&ccedil;a de    base foi o mais freq&uuml;ente (56,8 %), assim como o acometimento da c&acirc;mara    anterior do olho (70,3 %). Obtivemos um total de 57 olhos acometidos. A presen&ccedil;a    de fator antinuclear (FAN) esteve associada &agrave; maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de uve&iacute;te e a maioria dos pacientes com FAN positivo evoluiu com complica&ccedil;&otilde;es    (65 %). As complica&ccedil;&otilde;es mais freq&uuml;entes foram catarata (30,2    %) e sin&eacute;quias posteriores (13,2 %). Todos os pacientes em uso de biol&oacute;gicos    apresentavam alguma complica&ccedil;&atilde;o, o que pode ser explicado pela    maior gravidade das uve&iacute;tes em pacientes que necessitaram o uso destes    medicamentos.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Conclusiones: as caracter&iacute;sticas    das uve&iacute;tes associadas &agrave;s doen&ccedil;as reumatol&oacute;gicas    observadas no presente estudo foram semelhantes &agrave;s encontradas por outros    autores. Ressaltamos a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o ocular peri&oacute;dica    nas doen&ccedil;as reum&aacute;ticas.</font></p>  	     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Palabras clave:</b> uve&iacute;tes,    artrite idiop&aacute;tica juvenil, catarata.</font></p> <hr>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Objective: analyze the course and    the development of uveitis associated with many rheumatic diseases.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Methods: the authors conducted a retrospective    study based on records Analysis of 37 patients with previous diagnosis of uveitis    during the period from 2000 to 2008.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="verdana" size="2">Results: the association uveitis&#45;rheumatic    disease was observed in 26 patients (70,3 %); the others 11 (29,7 %) had idiopathic    uveitis. The most common diagnoses were Idiopathic Juvenile Arthritis (56,8    %) of the sample, followed by Idiopathic Uveitis (29,7 %) and Seronegative Spondyloarthritis    (8,1 %). The most frequent way of onset was after the underlying disease (58,8    %) and the most frequent localization was anterior uveitis (70,3 %). A total    of 57 affected eyes were evaluated. The authors observed association between    positive antinuclear antibody (ANA) and the emergence of uveitis and the most    patients with positive ANA developed complications (65,0&nbsp; %). The most    frequent complications were cataract (30,2&nbsp; %) and posterior synechiae    (13,7 %). It was observed that all patients using biologic agents presented    complicated uveitis at some stage of the disease, what could be explained by    greater severity of uveitis in patients who required the use of these drugs.    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Conclusion: the characteristics of uveitis    associated with rheumatic diseases in this study were similar to those found    by other authors and they emphasize the importance of regular eye evaluation    in rheumatic diseases.</font></p>  	     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b> Uveitis; Juvenile    Idiopathic Arthritis, Cataract.</font></p> <hr>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</font></b></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A uve&iacute;te pode ser definida    como a inflama&ccedil;&atilde;o de uma ou de todas as por&ccedil;&otilde;es    do trato uveal, que compreende a &iacute;ris, o corpo ciliar e a cor&oacute;ide.    O nervo &oacute;ptico e a retina, apesar de n&atilde;o serem componentes do    trato uveal, est&atilde;o freq&uuml;entemente envolvidos nessa patologia.<sup>1</sup></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A uve&iacute;te pode ser classificada    em anterior (quando acomete &iacute;ris e/ou corpo ciliar), intermedi&aacute;ria    (quando h&aacute; inflama&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do corpo ciliar,    cor&oacute;ide e retina perif&eacute;rica), posterior (quando h&aacute; inflama&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria da cor&oacute;ide) e em panuve&iacute;te (quando a inflama&ccedil;&atilde;o    acomete todos os componentes anat&ocirc;micos da &uacute;vea).&nbsp; Ela pode    ser classificada, ainda, em aguda ou cr&ocirc;nica e em granulomatosa ou n&atilde;o&#45;granulomatosa,    dependendo do tempo de evolu&ccedil;&atilde;o e da tend&ecirc;ncia &agrave;    forma&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos de &iacute;ris e precipitados cer&aacute;ticos,    respectivamente.<sup>2</sup></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A &uacute;vea cont&eacute;m muitos    vasos sang&uuml;&iacute;neos que nutrem o olho, e sua inflama&ccedil;&atilde;o    pode afetar a c&oacute;rnea, a retina, a esclera e outras partes vitais do olho.<sup>3</sup>    Al&eacute;m da dor, hiperemia ocular e da redu&ccedil;&atilde;o da acuidade    visual (sintomas irritativos), a uve&iacute;te &eacute; preocupante, pois pode    evoluir com complica&ccedil;&otilde;es variadas como catarata, glaucoma e at&eacute;    mesmo amaurose, reduzindo drasticamente a qualidade de vida dos pacientes. Portanto,    sabendo que a uve&iacute;te pode estar associada &agrave;s doen&ccedil;as reum&aacute;ticas    em at&eacute; 40 % dos casos, e tendo em vista todas as complica&ccedil;&otilde;es    decorrentes de uma uve&iacute;te mal conduzida, os autores realizaram um levantamento    retrospectivo da evolu&ccedil;&atilde;o dos pacientes portadores de uve&iacute;te,    associada &agrave;s enfermidades reumatol&oacute;gicas, acompanhados no Ambulat&oacute;rio    de Reumatologia do Adolescente do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga    Filho (HUCFF). Foram relatadas as suas caracter&iacute;sticas e as complica&ccedil;&otilde;es    decorrentes da inflama&ccedil;&atilde;o ocular avaliando o curso, a evolu&ccedil;&atilde;o    e o manuseio das uve&iacute;tes nesses pacientes.</font></p>  	     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">PACIENTES E    M&Eacute;TODOS</font></b></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Este &eacute; um estudo de coorte,    retrospectivo, descritivo, baseado na revis&atilde;o do banco de dados e dos    prontu&aacute;rios m&eacute;dicos de pacientes do ambulat&oacute;rio de Reumatologia    do HUCFF.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Os crit&eacute;rios para a sele&ccedil;&atilde;o    dos pacientes analisados foram: possu&iacute;rem o diagn&oacute;stico de uve&iacute;te,    associados ou n&atilde;o a alguma doen&ccedil;a reum&aacute;tica e ter iniciado    o acompanhamento ambulatorial no setor de Reumatologia no per&iacute;odo entre    2000 e 2008. Os seguintes dados foram analisados: doen&ccedil;a de base; presen&ccedil;a    de fator antinuclear (FAN); in&iacute;cio, caracter&iacute;stica e evolu&ccedil;&atilde;o    da uve&iacute;te e o respectivo tratamento.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">O diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a    de base foi coletado a partir de dados do prontu&aacute;rio, que seguem os crit&eacute;rios    diagn&oacute;sticos espec&iacute;ficos. Para aqueles pacientes nos quais nenhuma    doen&ccedil;a subjacente foi evidenciada, o diagn&oacute;stico de uve&iacute;te    idiop&aacute;tica ficou estabelecido.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Foram considerados como uve&iacute;te    de aparecimento anterior &agrave; doen&ccedil;a de base, os pacientes em que    a uve&iacute;te foi a primeira queixa para procurar o servi&ccedil;o de sa&uacute;de    (inclusive os pacientes com diagn&oacute;stico de uve&iacute;te idiop&aacute;tica);    como uve&iacute;te de aparecimento concomitante, quando relatada em conjunto    com outras queixas reum&aacute;ticas, e posterior &agrave; doen&ccedil;a de    base, quando apareceu depois que o paciente j&aacute; era sabidamente portador    de alguma doen&ccedil;a reumatol&oacute;gica.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a    do fator antinuclear (FAN) foi realizada atrav&eacute;s da pesquisa por imunofluoresc&ecirc;ncia    utilizando c&eacute;lulas Hep&#45;2 no laborat&oacute;rio de imunologia do HUCFF.    Foram considerados positivos os t&iacute;tulos iguais ou superiores 1/80.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o oftalmol&oacute;gica    foi realizada no Servi&ccedil;o de Oftalmologia do HUCFF a cada 3 a 4 meses,    sendo o paciente submetido &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o com microsc&oacute;pio    de l&acirc;mpada de fenda (biomicroscopia), avalia&ccedil;&atilde;o de fundo    de olho e medida da press&atilde;o intra&#45;ocular. A classifica&ccedil;&atilde;o    da uve&iacute;te em anterior, posterior, intermedi&aacute;ria e panuve&iacute;te    e as suas complica&ccedil;&otilde;es foram consideradas segundo relatos do servi&ccedil;o    de oftalmologia em prontu&aacute;rio.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Para alguns t&oacute;picos analisados    n&atilde;o foram encontrados registros no prontu&aacute;rio, sendo considerados    como "sem dados".</font></p>  	     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">RESULTADOS</font></b></font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify"><font face="verdana" size="2">Foram estudados 37 pacientes    com idade entre 5 e 25 anos, sendo 28 do sexo feminino e 9 do sexo masculino.    A <a href="#t1">tabela 1</a> resume as caracter&iacute;sticas observadas para    o sexo.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t1"></a><img src="/img/revistas/rcur/v17n3/t0102315.gif"></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Vinte e um pacientes apresentavam    Artrite Idiop&aacute;tica Juvenil (AIJ), sendo quinze de in&iacute;cio oligoarticular,    dois de in&iacute;cio poliarticular, um de in&iacute;cio sist&ecirc;mico, um    portador de artrite psori&aacute;tica, um paciente apresentava artrite relacionada    &agrave; entesite (ARE) e um n&atilde;o classificado no prontu&aacute;rio m&eacute;dico;    um paciente apresentava Doen&ccedil;a de Beh&ccedil;et; dois tinham S&iacute;ndrome    de Reiter; uma paciente apresentava Esclerodermia localizada (morf&eacute;a    em placas); um com Espondilite Anquilosante Juvenil (EAJ); e onze pacientes    apresentavam a forma de uve&iacute;te idiop&aacute;tica. Destes pacientes, observamos    que 6,8 % eram portadores de AIJ e a maioria oligoarticular (71,4 %). Os dados    est&atilde;o registrados na <a href="#t2">tabela 2</a>.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t2"></a><img src="/img/revistas/rcur/v17n3/t0202315.gif"></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Dos 37 pacientes estudados, 20 (54,1    %) apresentaram FAN positivo e 15 (40,5 %) FAN negativo, os 2 pacientes restantes    n&atilde;o apresentaram esse dado na evolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Observamos que dos pacientes com    FAN positivo a maioria evoluiu com complica&ccedil;&otilde;es decorrentes da    uve&iacute;te, somando 65 %, fato n&atilde;o observado nos pacientes com FAN    negativo, que apresentaram praticamente a mesma propor&ccedil;&atilde;o de complicados    e n&atilde;o complicados.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A an&aacute;lise da cronologia de    aparecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a de base mostrou    que 12 (32,4 %) pacientes apresentaram uve&iacute;te antes da doen&ccedil;a,    4 (10,8 %) com aparecimento concomitante e 21 (56,8 %) com uve&iacute;te de    surgimento posterior &agrave; doen&ccedil;a de base.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o    da uve&iacute;te 26 pacientes apresentaram acometimento da c&acirc;mara anterior,    o que equivale a 70,3 % dos pacientes. Identificamos 3 pacientes com acometimento    da c&acirc;mara posterior, 1 com uve&iacute;te intermedi&aacute;ria, 6 com panuve&iacute;te    e 1 paciente sem dados.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Somamos um total de 57 olhos acometidos,    sendo 20 pacientes com acometimento bilateral, 16 unilateral e 1 paciente sem    dado em prontu&aacute;rio.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A <a href="#t3">tabela 3</a> resume    as caracter&iacute;sticas observadas para a uve&iacute;te.</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t3"></a><img src="/img/revistas/rcur/v17n3/t0302315.gif">&nbsp;&nbsp;</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    evolu&ccedil;&atilde;o desses pacientes com uve&iacute;te, observamos que 15    deles evolu&iacute;ram sem complica&ccedil;&otilde;es e 22 com complica&ccedil;&otilde;es    oculares. Desses, 16 pacientes evolu&iacute;ram com catarata, 4 apresentaram    edema macular cist&oacute;ide (EMC), 2 tiveram redu&ccedil;&atilde;o da acuidade    visual, 1 paciente evoluiu com amaurose (unilateral), 1 teve descolamento de    retina, 1 foi enucleado com necessidade de pr&oacute;tese ocular, 5 tiveram    glaucoma secund&aacute;rio, 2 apresentaram precipitados cer&aacute;ticos, 7    apresentaram sin&eacute;quias, 6 com ceratopatia em faixa, 2 evolu&iacute;ram    com neurite/neurorretinite, 1 com vitre&iacute;te, 2 com opacidade v&iacute;trea,    2 com descolamento v&iacute;treo e 1 com ectopia uveal. A complica&ccedil;&atilde;o    mais freq&uuml;ente foi a catarata, representando 30,2 %, como pode ser observado    na <a href="#t4">tabela 4</a>.</font></p>     <p align="center"><font face="verdana" size="2"><a name="t4"></a><img src="/img/revistas/rcur/v17n3/t0402315.gif"></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">O tratamento da uve&iacute;te foi    dividido da seguinte forma: uso de medica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica (como    cortic&oacute;ides, midri&aacute;ticos e AINE), feito por 22 pacientes; inje&ccedil;&atilde;o    subconjuntival de Triancinolona, em 2 pacientes; cortic&oacute;ide sist&ecirc;mico    foi utilizado em 17 pacientes; imunossupressores em 29 pacientes; e biol&oacute;gicos    (anticorpo anti&#45;fator de necrose tumoral &#45; TNF) foram&nbsp; necess&aacute;rios    em 8 pacientes (3 usaram etanercept, 6 infliximab e 2 adalimumab).</font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">DISCUSS&Atilde;O</font></b></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">J&aacute; &eacute; bem conhecida    a rela&ccedil;&atilde;o entre uve&iacute;te e doen&ccedil;as sist&ecirc;micas.    As doen&ccedil;as reumatol&oacute;gicas est&atilde;o frequentemente inclu&iacute;das    nessa associa&ccedil;&atilde;o, sendo as espondiloartrites soronegativas (ES),    a atrite idiop&aacute;tica juvenil (AIJ) e a doen&ccedil;a de Beh&ccedil;et    as mais citadas.<sup>4,5,6</sup> &nbsp;Em nosso estudo observamos que em 26    pacientes (70,3 %) a uve&iacute;te estava associada a uma doen&ccedil;a reumatol&oacute;gica,    sendo os outros 11 (29,7 %) portadores de uve&iacute;te idiop&aacute;tica. Dentre    as doen&ccedil;as reum&aacute;ticas, observamos que a preval&ecirc;ncia de uve&iacute;te    associada &agrave; AIJ, em especial a forma oligoarticular, foi significantemente    superior &agrave;s outras doen&ccedil;as de base (foi de 56,8 %), seguida pela    uve&iacute;te idiop&aacute;tica (29,7 %) e pelas ES (8,1 %). No estudo de Gouveia    et.al. e de Smith et.al, que citam as etiologias mais associadas &agrave; faixa    et&aacute;ria de 0&#45;16/18 anos, os diagn&oacute;sticos mais freq&uuml;entes    foram AIJ e uve&iacute;te idiop&aacute;tica. Tendo em vista que a coorte do    presente estudo tem faixa et&aacute;ria compar&aacute;vel, podemos dizer que    os achados s&atilde;o condizentes. O predom&iacute;nio da forma oligoarticular    da AIJ tamb&eacute;m est&aacute; de acordo com os resultados de pesquisas passadas.<sup>7,8</sup>    &nbsp;</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Observou&#45;se que em 56,8 % dos    casos o in&iacute;cio da uve&iacute;te ocorreu depois do diagn&oacute;stico    da doen&ccedil;a reumatol&oacute;gica, enquanto em 32,4 % este antecedeu a doen&ccedil;a    de base. Esses achados reafirmam a import&acirc;ncia de exames oftalmol&oacute;gicos    peri&oacute;dicos nos pacientes reumatol&oacute;gicos, e apesar da porcentagem    de uve&iacute;te de aparecimento anterior a doen&ccedil;a de base n&atilde;o    ter apresentado valores muito significativos, a associa&ccedil;&atilde;o uve&iacute;te&#45;doen&ccedil;as    reum&aacute;ticas j&aacute; &eacute; bem estabelecida e a investiga&ccedil;&atilde;o    &eacute; sempre recomend&aacute;vel.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">De acordo com estudos pr&eacute;vios,    a AIJ e a uve&iacute;te idiop&aacute;tica est&atilde;o quase sempre associadas    ao acometimento da c&acirc;mara anterior e, ao contr&aacute;rio, as ES est&atilde;o    associadas ao acometimento ocular posterior.<sup>9,10&nbsp;</sup> Neste estudo,    a c&acirc;mara anterior foi a mais acometida, correspondendo a 70,3 % dos pacientes,    seguido por pan&#45;uve&iacute;te em 16,2 %.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">A preval&ecirc;ncia do local afetado    varia de acordo com a doen&ccedil;a de base predominante na coorte estudada,    como em nossa amostra houve o predom&iacute;nio de AIJ e uve&iacute;te idiop&aacute;tica,    j&aacute; era esperado um maior percentual de pacientes com acometimento da    c&acirc;mara anterior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="verdana" size="2">Dentre as complica&ccedil;&otilde;es    da uve&iacute;te, as mais citadas s&atilde;o: catarata, sin&eacute;quias, ceratopatia    em faixa e glaucoma.<sup>11</sup>&nbsp; Nesteestudo, tais complica&ccedil;&otilde;es    tamb&eacute;m predominaram, sendo a catarata e as sin&eacute;quias posteriores    as complica&ccedil;&otilde;es mais freq&uuml;entes, seguidas da ceratopatia    em faixa e do glaucoma. Em nosso hospital a propor&ccedil;&atilde;o de pacientes    com complica&ccedil;&otilde;es foi de 59,5 %, muito elevada se comparada com    a taxa em pa&iacute;ses desenvolvidos. No estudo de Candell et.al, a preval&ecirc;ncia    de complica&ccedil;&otilde;es foi de 31 %, muito menor que a apresentada em    nossa casu&iacute;stica.<sup>12</sup> Al&eacute;m disso, muitos pacientes apresentaram    mais de um tipo de complica&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Podemos especular que o    perfil socioecon&ocirc;mico de nossos pacientes contribuiu para os resultados,    quase sempre de baixa renda, com dificuldades de acesso aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de e ao tratamento adequado. No entanto, apesar da freq&uuml;&ecirc;ncia    elevada de complica&ccedil;&otilde;es, apenas 8,1 % dos pacientes evolu&iacute;ram    com perda da vis&atilde;o, valor inferior aos 17 % apresentados por outros estudos.&nbsp;    Esta contradi&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pelo predom&iacute;nio, muito    superior, da uve&iacute;te anterior em nossa amostra, que est&aacute; menos    associada &agrave; perda de vis&atilde;o, que &eacute; uma complica&ccedil;&atilde;o    mais comum nas uve&iacute;tes posteriores.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">O FAN costuma estar associado &agrave;    maior freq&uuml;&ecirc;ncia de uve&iacute;te.<sup>13</sup> N&oacute;s pudemos    observar essa rela&ccedil;&atilde;o em nossa casu&iacute;stica onde 54,1 % da    popula&ccedil;&atilde;o estudada apresentaram FAN positivo. P&ocirc;de&#45;se    observar, ainda, uma rela&ccedil;&atilde;o entre FAN e uve&iacute;te complicada,    pois a grande maioria dos pacientes que apresentavam esse anticorpo complicou    a uve&iacute;te em algum momento da doen&ccedil;a, fato n&atilde;o observado    nos pacientes com FAN negativo.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento    administrado, n&atilde;o se observou uma diferen&ccedil;a entre a abordagem    inicial dos pacientes com e sem complica&ccedil;&otilde;es oculares, a maioria    recebeu AINE e cortic&oacute;ide t&oacute;pico no primeiro atendimento. Com    a evolu&ccedil;&atilde;o desfavor&aacute;vel do quadro houve a necessidade de    introdu&ccedil;&atilde;o de outras medica&ccedil;&otilde;es. Todos os pacientes    em uso de biol&oacute;gicos apresentaram complica&ccedil;&atilde;o da uve&iacute;te    em algum momento da doen&ccedil;a, o que esta associado a maior gravidade das    uve&iacute;tes nos pacientes que tem a necessidade de uso desses medicamentos.</font></p>  	     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">CONCLUS&Otilde;ES</font></b></font></p>  	     <p align="left"><font face="verdana" size="2">Em nossa casu&iacute;stica a uve&iacute;te    esteve mais associada &agrave; AIJ oligoarticular, sendo a uve&iacute;te idiop&aacute;tica    o 2&deg; diagn&oacute;stico mais frequente. A grande maioria teve envolvimento    do segmento anterior do olho, sendo as complica&ccedil;&otilde;es mais comuns    compat&iacute;veis com o acometimento dessa c&acirc;mara: catarata, sin&eacute;quias,    glaucoma e ceratopatia em faixa. Tamb&eacute;m observamos uma rela&ccedil;&atilde;o    entre a presen&ccedil;a de FAN e maior freq&uuml;&ecirc;ncia de uve&iacute;te,    como verificada na literatura mundial e os pacientes FAN positivo apresentaram,    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia, complica&ccedil;&otilde;es decorrentes da uve&iacute;te.    Dessa forma, reitera&#45;se a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o    peri&oacute;dica para esta patologia ocular, objetivando um diagn&oacute;stico    e tratamento precoces, tendo em vista todas as complica&ccedil;&otilde;es decorrentes    de uma uve&iacute;te mal conduzida.</font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">REFER&Ecirc;NCIAS    BIBLIOGR&Aacute;FICAS</font></b></font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">1. Jabs DA, Nussenblatt RB, Rosenbaum    JT. Standardization of Uveitis Nomenclature (SUN) Working Group. Standardization    of uveitis nomenclature for reporting clinical data. Results of the First International    Workshop. Am J Ophthalmol. 2005;140:509&#45;16.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">2. He S, Li X, Chan N, Hinton DR.    Review: Epigenetic mechanisms in ocular disease. Mol Vis. 2013;19:665&#45;74.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="verdana" size="2">3. Kalinina AV, de Boer JH, Byers    HL, Coulton GR, Dekkers J, de Visser L, et al. Intraocular biomarker identification    in uveitis associated with juvenile idiopathic arthritis. Invest Ophthalmol    Vis Sci. 2013;54(5):3709&#45;20.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">4. Zagora SL, McCluskey P. Ocular    manifestations of seronegative spondyloarthropathies. Curr Opin Ophthalmol.    2014;25(6):495&#45;501.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">5. Zierhut M, Heiligenhaus A, deBoer    J, Cunningham ET, Tugal&#45;Tutkun I. Controversies in juvenile idiopathic arthritis&#45;associated    uveitis Ocul Immunol Inflamm. 2013;21(3):167&#45;79.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">6. Pleyer U, Hazirolan D, Winterhalter    S, St&uuml;biger N. Beh&ccedil;et's disease &#45; ophthalmological and general    aspects part I: etiology, pathogenesis and diagnostics. Ophthalmologe. 2012;109(11):1129&#45;41.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">7. Gouveia ED, Yamamoto JH, Abdalla    M, Hirata CE, Kubo P, Olivalves E. Causas das uve&iacute;tes em servi&ccedil;o    terci&aacute;rio em S&atilde;o Paulo, Brasil. Arq. Bras. Oftalmol. 2004; 67:139&#45;45.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">8. Smith AJ, Mackensen F,&nbsp;    Sen NH,&nbsp; Leigh JF, Watkins JS, Pyatetsky D, et al. Epidemiology and Course    of Disease in Childhood Uveitis. Elsevier Inc. 2009;116:1544&#45;51.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">9. Vitale AT, Graham E, de Boer    JH. Juvenile idiopathic arthritis&#45;associated uveitis: clinical features    and complications, risk factors for severe course, and visual outcome. Ocul    Immunol Inflamm. 2013;21(6):478&#45;85.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">10. Gouveia EB, Elmann D, Morales    de &Aacute;vila MS. Espondilite anquilosante e uve&iacute;te: revis&atilde;o.    Rev. Bras. Reumatol. 2012;52(5):749&#45;56.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">11. Harman LE, Margo CE, Roetzheim    RG. Uveitis: the collaborative diagnostic evaluation. Am Fam Physician. 2014;90(10):711&#45;6.</font></p>     <p align="left"><font face="verdana" size="2">12. Candell CE, Goldsmith DP, Koehler    MA, Bittar B, Rose CD, Ostrov BE, et al . Prevalence and Outcome of Uveitis    in a Regional Cohort of Patients With Juvenile. Arthritis. The Journal of Rheumatology.    1997;24(10):2031&#45;34.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="verdana" size="2">13. Kasap&ccedil;opur O, Yologlu    N, &Ouml;zyazgan Y, Ercan G, &Ccedil;aliskan S, Sever L, et al. Uveitis and    Anti Nuclear Antibody Positivity in Children with Juvenile Idiopathic Arthritis.    Indian Pediatrics. 2004;41:1035&#45;39.</font></p>  	    <p align="justify"><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">N&atilde;o h&aacute; conflitos    de interesse    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Declara&ccedil;&atilde;o de fontes de financiamento    e poss&iacute;veis conflitos de interesse    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Fonte de Financiamento: Nenhuma</font></p>  	     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Recibido: 25 de abril 2015    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Aprobado: 28 de junio 2016    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Publicado: 31 de agosto 2015</font></p>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="justify"><font face="verdana" size="2">Autor respons&aacute;vel correspond&ecirc;ncia:    Dra. Lina Maria Saldarriaga Rivera. E&#45;mail: <a href="mailto:linamarias7@hotmail.com" target="_blank">linamarias7@hotmail.com    <br>   </a></font><font face="verdana" size="2">Hospital Universit&aacute;rio Clementino    Fraga Filho, Servi&ccedil;o de Reumatologia &#45;9&ordm; andar Cidade universit&aacute;ria    &#150; Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco 255 Ilha do Fund&atilde;o, Rio de    Janeiro. CEP: 21944&#45;970 Tel: +55 21 25622723, +55 21 25622266,</font></p>  	     ]]></body>
</article>
