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<journal-title><![CDATA[Revista Cubana de Ortopedia y Traumatología]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Cubana Ortop Traumatol]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Editorial Ciencias Médicas]]></publisher-name>
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<article-id>S0864-215X2003000100012</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Correlação entre neumoartrografia e artrotomia em lesões de menisco]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Correlation between pneumoarthrography and arthrotomy in injuries of the menisco]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Corrélation entre le pneumoartrografía et l'artrotomía dans les dommages du menisco]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Escarpanter Buliés]]></surname>
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<institution><![CDATA[,HOSPITAL COMUNITÁRIO DE ARAGUAINA TOCANTINS SERVIÇO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA ]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0864-215X2003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0864-215X2003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0864-215X2003000100012&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Foi feita uma pesquisa de correlação clínico-radiográfico com os achados transoperatórios em 57 pacientes com prováveis lesões do menisco, que foram diagnosticados com antecedência com o exame clínico em coincidência com os achados da artrografía de duplo contraste; foram computados os dados e obtidos os resultados, onde sobressaíram a correlação razoável entre os achados clínicos e os resultados da pneumoartrografía prévia à cirurgia em pacientes com lesões do menisco medial e a pouca correlação em pacientes com lesões do menisco lateral, o predomínio em pacientes do sexo masculino em idades férteis da vida e a ocorrência predominante em acidentes do esporte, em especial do futebol.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The clinical-radiographic correlation of transoperative findings of 57 patients with probable meniscus lesions, previously diagnosed by a clinical exam that agreed with double contrasting arthrography was made. Data were computed. Among the fundamental results were the acceptable correlation between the clinical findings and the results of preoperative pneumoarthrography performed in patients with internal meniscus lesions, and the low correlation found in cases of external meniscus lesions, the predominance of male patients in productive ages and the high occurrence of sports accidents, specially in football.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Une corrélation clinique-radiographique des observations postopératoires de 57 patients touchés de lésions probables de ménisque, diagnostiqués au préalable par un examen clinique, coïncidant avec les observations d&#8217;une arthrographie mixte (ou à double contraste), a été établie ; les données ont été traitées, et les résultats, tels que la corrélation acceptable entre les observations cliniques et les résultats de la pneumoarthrographie préopératoire des patients avec des lésions de ménisque interne et la rare corrélation entre les patients touchés de lésions du ménisque externe, la prédominance de patients du sexe masculin des tranches d&#8217;âge fertiles de la vie et la présence majoritaire d&#8217;accidents sportifs, notamment du football, ont été obtenus.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[MENISCO, TIBIAL]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ARTROGRAFIA]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[FERIMENTOS ATLETICOS]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>SERVI&Ccedil;O DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA    <br> HOSPITAL COMUNIT&Aacute;RIO  DE ARAGUAINA.    <br> TOCANTINS, BRASIL </p><h2><a href="#cargo">Correla&ccedil;&atilde;o  entre neumoartrografia e artrotomia em les&otilde;es de menisco*</a><a name="titulo"></a></h2>    <p><i><a href="#cargo">Dr.  Julio C&eacute;sar Escarpanter Buli&eacute;s<span class="superscript">1</span>  y Dr. Agust&iacute;n Pi G&oacute;mez<span class="superscript">2</span></a><span class="superscript"><a name="autor"></a></span></i></p>    <p><i>Escarpanter  Buli&eacute;s JC, Pi G&oacute;mez A.</i> Correla&ccedil;&atilde;o entre neumoartrografia  e artrotomia em les&otilde;es de menisco. Rev Cubana Ortop Traumatol 2003;17(1-2):69-72.</p><h4>Resumo</h4>    <p>Foi  feita uma pesquisa de correla&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nico-radiogr&aacute;fico  com os achados transoperat&oacute;rios em 57 pacientes com prov&aacute;veis les&otilde;es  do menisco, que foram diagnosticados com anteced&ecirc;ncia com o exame cl&iacute;nico  em coincid&ecirc;ncia com os achados da artrograf&iacute;a de duplo contraste;  foram computados os dados e obtidos os resultados, onde sobressa&iacute;ram a  correla&ccedil;&atilde;o razo&aacute;vel entre os achados cl&iacute;nicos e os  resultados da pneumoartrograf&iacute;a pr&eacute;via &agrave; cirurgia em pacientes  com les&otilde;es do menisco medial e a pouca correla&ccedil;&atilde;o em pacientes  com les&otilde;es do menisco lateral, o predom&iacute;nio em pacientes do sexo  masculino em idades f&eacute;rteis da vida e a ocorr&ecirc;ncia predominante em  acidentes do esporte, em especial do futebol.</p>    <p><i>Palavras chave: </i> MENISCO,  TIBIAL/les&otilde;es; ARTROGRAFIA; FERIMENTOS ATLETICOS.    <br> </p>    <p> A articula&ccedil;&atilde;o  do joelho &eacute;, das diartroses, a mais complicada em sua biomec&acirc;nica  e na que mais estruturas anat&ocirc;micas interv&ecirc;m na sua fun&ccedil;&atilde;o,  a qual n&atilde;o tem repouso na marcha e que &eacute; fundamental, tanto para  manter a posi&ccedil;&atilde;o ortost&aacute;tica como para acometer qualquer  solicita&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica; a mesma est&aacute; submetida ao risco  de sofrer m&uacute;ltiplas les&otilde;es causadas, tanto por agentes traum&aacute;ticos  de v&aacute;rios tipos (da vida di&aacute;ria, do esporte, do tr&acirc;nsito,  do trabalho, etc.), como pela a&ccedil;&atilde;o de agentes degenerativos (envelhecimento,  enfermidades reum&aacute;ticas, defeitos de alinhamento, etc.).<span class="superscript">1</span>    <br>  </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das les&otilde;es que sofre esta grande articula&ccedil;&atilde;o, as mais  conhecidas e mais freq&uuml;entes por sua vez, s&atilde;o as que aparecem nas  cartilagens semilunais (menisco medial e menisco lateral), as quais s&atilde;o  definidas pela literatura como muito dif&iacute;ceis para estabelecer um diagn&oacute;stico  certo, onde a percentagem de erro numa interven&ccedil;&atilde;o do joelho, com  diagn&oacute;stico pr&eacute;vio de &quot;ruptura de menisco&quot; &eacute; alto  em qualquer estat&iacute;stica honesta que se revise.<span class="superscript">1,2</span>    <br>  </p>    <p>No Brasil o futebol &eacute; o esporte nacional e &eacute; praticado em  todo o pa&iacute;s por meninos, adultos e pessoas n&atilde;o t&atilde;o jovens;  por homens e mulheres; independente de ra&ccedil;a ou cor da pele; na cidade ou  no campo; em lugares adequados ou improvisados, etc.; resumindo, o esporte das  &quot;bolas e chuteir rs&iacute;veis&quot;.     <br> </p>    <p>Nos cl&aacute;ssicos da  especialidade se apresenta como exemplo t&iacute;pico &agrave; les&atilde;o de  um menisco provocada exatamente por traumatismos advindos do futebol<span class="superscript">3-4</span>  e no pa&iacute;s onde &eacute; a prefer&ecirc;ncia nacional n&atilde;o se poderia  esperar outro resultado que um grande n&uacute;mero destas les&otilde;es nos centros  de traumatologia ortop&eacute;dica, e diante da dificuldade para o diagn&oacute;stico  certo e com a id&eacute;ia de levar ao quir&oacute;fano o menor n&uacute;mero  poss&iacute;vel de pacientes sem dano meniscal, utilizamos um exame complementar  que, sem ser o ideal, &eacute; o mais acess&iacute;vel &agrave; popula&ccedil;&atilde;o  a que atendemos, j&aacute; que se realiza gratuitamente, coberto pelo SUS o qual  n&atilde;o acontece com outros exames mais confi&aacute;veis e modernos como a  artroscop&iacute;a ou a resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica, de alto custo  e de dif&iacute;cil acesso a grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o.</p><h4>M&eacute;todos</h4>    <p>Foram  selecionados 57 expedientes cl&iacute;nicos de pacientes operados por n&oacute;s,  no Servi&ccedil;o de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Comunit&aacute;rio  de Aragua&iacute;na, no per&iacute;odo compreendido entre os meses de abril de  1999 e abril de 2001.    <br> </p>    <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o tomados  foram: apresentar ao exame cl&iacute;nico os sintomas e sinais descritos para  a ruptura do menisco (lateral ou medial), obtidos nas consultas pr&eacute;vias  no Servi&ccedil;o Ambulatorial do mesmo centro hospitalar; apresentar exame radiogr&aacute;fico  positivo de les&atilde;o de menisco (artrograf&iacute;a mista ou de duplo contraste  do joelho, feita pelo m&eacute;todo convencional) e n&atilde;o haver sofrido nenhuma  interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de joelho.    <br> </p>    <p>Os crit&eacute;rios  de exclus&atilde;o foram: pacientes sem evid&ecirc;ncia cl&iacute;nica de les&atilde;o  de menisco, possuir exames radiogr&aacute;ficos contrastados negativos de les&atilde;o  meniscal ou ter sido submetido &agrave; cirurgia pr&eacute;via.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </p>    <p>A comprova&ccedil;&atilde;o  foi realizada no centro cir&uacute;rgico durante a artrotom&iacute;a explorat&oacute;ria  por m&eacute;todos convencionais de: incis&atilde;o medial ou lateral (dependendo  do menisco afetado), a explora&ccedil;&atilde;o de elemento supostamente lesionado,  e a menisectom&iacute;a (parcial ou total) ou o fechamento da incis&atilde;o cir&uacute;rgica  nos pacientes em que n&atilde;o foi encontrada a les&atilde;o correspondente.    <br>  </p>    <p>As vari&aacute;veis n&atilde;o manipul&aacute;veis levadas em conta foram:  a idade, o sexo, os resultados dos estudos radiogr&aacute;ficos a os achados transoperat&oacute;rios;  foram computadas tamb&eacute;m as les&otilde;es associadas encontradas no transoperat&oacute;rio  e determinados os resultados positivos ou falso-positivos; como n&atilde;o foi  inclu&iacute;do nenhum paciente com pneumoatrograf&iacute;a negativa, n&atilde;o  foram encontrados resultados falso-negativos.</p><h4>Resultados</h4>    <p>Idade:  na amostra a m&eacute;dia et&aacute;ria foi de 28.89 anos (tabela 1), sendo a  idade m&iacute;nima encontrada de 10 anos e a m&aacute;xima de 65; a maioria dos  pacientes se agrupa entre os 11 e 40 anos, predominando o grupo que se encontra  entre os 21 e 30 anos de idade.</p>    <p align="center">TABELA 1. Distribui&ccedil;&atilde;o  et&aacute;ria</p><table width="50%" border="1" align="center"> <tr> <td>Grupos</td><td>      <div align="center">Femenino</div></td><td>     <div align="center">Masculino </div></td><td>      <div align="center">Total </div></td><td>     <div align="center">%</div></td></tr>  <tr> <td>0 - 10 </td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center"></div></td><td>      <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">1,75</div></td></tr>  <tr> <td>11 - 20</td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">13  </div></td><td>     <div align="center">14 </div></td><td>     <div align="center">24,.56</div></td></tr>  <tr> <td>21 - 30</td><td>     <div align="center">2 </div></td><td>     <div align="center">17  </div></td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">19 </div></td><td>     <div align="center">33,33</div></td></tr>  <tr> <td>31 - 40 </td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">13  </div></td><td>     <div align="center">14 </div></td><td>     <div align="center">24,56</div></td></tr>  <tr> <td>41 - 50</td><td>     <div align="center"></div></td><td>     <div align="center">7  </div></td><td>     <div align="center">7 </div></td><td>     <div align="center">12,28</div></td></tr>  <tr> <td>51 - 60 </td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center"></div></td><td>     <div align="center">1  </div></td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">1,75</div></td></tr>  <tr> <td>61 y +</td><td>     <div align="center"></div></td><td>     <div align="center">1  </div></td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">1,75  </div></td></tr> <tr> <td>Total </td><td>     <div align="center">5 </div></td><td>      <div align="center">52</div></td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">57 </div></td><td>     <div align="center">100,  00</div></td></tr> </table>    <p align="center">Promedio general: 28,89 a&ntilde;os.</p>    <p>Sexo:  como se pode apreciar na mesma tabela 1, o sexo masculino foi predominante com  91.22 % dos pacientes, correspondendo o restante (8.78 %) ao sexo feminino.    <br>  </p>    <p>Mecanismo de produ&ccedil;&atilde;o: os acidentes da vida di&aacute;ria  ocuparam 3.35 % dos pacientes da amostra (2 do total), os acidentes do transito  e do trabalho foram respons&aacute;veis tamb&eacute;m pelo 3.5 % dos pacientes  lesionados (1 para cada), ficando a grande maioria percentual, ou seja, 92,98  % para os traumatizados pelo jogo de futebol (tabela 2).</p>    <p align="center">TABELA  2. Mecanismo de produ&ccedil;&atilde;o</p><table width="75%" border="1" align="center">  <tr> <td>Traumas do esporte (futebol) </td><td>     <div align="center">53 </div></td><td>      <div align="center">92,98 %</div></td></tr> <tr> <td>Traumas da vida di&aacute;ria  </td><td>     <div align="center">2 </div></td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">3,50 %</div></td></tr>  <tr> <td>Acidentes do tr&acirc;nsito</td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>      <div align="center">1,75 %</div></td></tr> <tr> <td>Acidentes do trabalho</td><td>      <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">1,75 %</div></td></tr>  </table>    <p>    <br> </p>    <p>Diagn&oacute;stico na interna&ccedil;&atilde;o: concordando  em 100 % a cl&iacute;nica e a pneumoartrograf&iacute;a (crit&eacute;rios de inclus&atilde;o)  internamos 57 pacientes: 42 deles porta-dores de prov&aacute;veis les&otilde;es  do menisco medial e 15 com aparentes les&otilde;es do menisco lateral (tabela  3).</p>    <p align="center">TABELA 3. Diagnostico na interna&ccedil;&atilde;o. (Pneumo-artrografia  + exame clinico)</p><table width="75%" border="1" align="center"> <tr> <td>Anatom&iacute;a  </td><td>     <div align="center">Casos </div></td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">% </div></td></tr>  <tr> <td>Menisco medial </td><td>     <div align="center">42 </div></td><td>     <div align="center">73  </div></td></tr> <tr> <td>Menisco lateral </td><td>     <div align="center">15 </div></td><td>      <div align="center">27</div></td></tr> </table>    <p>    <br> </p>    <p>Comprova&ccedil;&atilde;o  cir&uacute;rgica: dos 42 pacientes operados com diagn&oacute;stico preoperat&oacute;rio  de ruptura do menisco medial, encontramos 39 com les&atilde;o evidente no ato  cir&uacute;rgico (92.85 % de correla&ccedil;&atilde;o); em tr&ecirc;s pacientes  apenas (7.15 %) os achados na interna&ccedil;&atilde;o n&atilde;o concordaram  com o exame transoperat&oacute;rio o qual n&atilde;o amostrou les&atilde;o meniscal  (tabela 4).</p>    <p align="center">TABELA 4. Resultados da artrotomia (Comprova&ccedil;&atilde;o  cir&uacute;rgica)</p><table width="75%" border="1" align="center"> <tr> <td colspan="3">A.  Lesoes meniscais comprovadas </td></tr> <tr> <td>Menisco medial </td><td>     <div align="center">39  </div></td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">96,47 %</div></td></tr> <tr> <td>Menisco lateral</td><td>      <div align="center">6 </div></td><td>     <div align="center">40,0 %</div></td></tr>  <tr> <td colspan="3">B. Resultados Falso-Positivo (Pneumoartrografia)</td></tr>  <tr> <td>Menisco medial </td><td>     <div align="center">3 </div></td><td>     <div align="center">3,53  %</div></td></tr> <tr> <td>Menisco lateral</td><td>     <div align="center">9 </div></td><td>      <div align="center">60,.0 %</div></td></tr> </table>    <p align="center">    <br> </p>    <p></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do  total de 15 pacientes operados com diagn&oacute;stico cl&iacute;nico-radiogr&aacute;fico  de ruptura do menisco lateral, 6 casos (40 %) apresentaram les&atilde;o evidente,  no resto, ou seja, em 9 pacientes (60 %) n&atilde;o foram constatadas les&otilde;es  ou desinser&ccedil;&atilde;o do menisco.    <br> </p>    <p>Resultados falso-positivos:  na artrotom&iacute;a foi encontrado um erro para o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico-radiogr&aacute;fico  de les&atilde;o do menisco medial de 7.16 % e para as do menisco lateral de um  60 %, sendo &agrave; margem de erro por diagn&oacute;stico falso-positivo de 21  % do total dos casos estudados (tabela 4) o que equivale a dizer que, em a nossa  casu&iacute;stica, de cada 100 pacientes, 21 n&atilde;o foram comprovados macroscopicamente  no transoperat&oacute;rio, quase um de cada cinco pacientes.    <br> </p>    <p>Les&otilde;es  associadas: na tabela 5 pode-se ver a associa&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es  meniscais ou de &#147;desarranjos internos do joelho&#148; com outras que podem  falsear o diagn&oacute;stico inicial ou estar concomitante com a les&atilde;o  previamente indicada; em seis casos houve ruptura do ligamento cruzado anterior,  em dois pacientes houve les&atilde;o do ligamento colateral medial, uma paciente  (10 anos de idade) apresentou ruptura de um menisco disc&oacute;ide cong&ecirc;nito  e num paciente foi achada uma osteocondrite do &#147;t&uacute;nel cond&iacute;leo&#148;.</p>    <p align="center">Tabela  5. Les&otilde;es associadas</p><table width="75%" border="1" align="center"> <tr>  <td>Les&otilde;es</td><td>     <div align="center">Frecuen&ccedil;a</div></td><td>      <div align="center">%</div></td></tr> <tr> <td>Ruptura Do L. Cruzado anterior  </td><td>     <div align="center">6 </div></td><td>     <div align="center">10,5</div></td></tr>  <tr> <td>Ruptura Do L. Colateral Medial </td><td>     ]]></body>
<body><![CDATA[<div align="center">2 </div></td><td>      <div align="center">3,5</div></td></tr> <tr> <td>Ruptura Do Menisco discoide </td><td>      <div align="center">1 </div></td><td>     <div align="center">1,75</div></td></tr>  <tr> <td>Osteocondrite femural </td><td>     <div align="center">1 </div></td><td>      <div align="center">1,75</div></td></tr> </table>    <p>    <br> </p>    <p>Pela cl&iacute;nica  foram diagnosticadas as les&otilde;es dos ligamentos cruzadas anterior e colateral  medial, mas escaparam a les&atilde;o do menisco disc&oacute;ide (suspeita cl&iacute;nica  pela idade da paciente) e a osteocondrite femoral (em estado incipiente) que tampouco  foi diagnosticada nos estudos radiogr&aacute;ficos simples.    <br> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados  gerais: finalmente se comprova que a pneumoartrograf&iacute;a &eacute; eficaz  para diagnosticar com certeza as les&otilde;es dos meniscos do joelho em 78.94  % dos casos (tabela 6).</p>    <p align="center">    <br> Tabela 6. Resultados gerais  da pneumoartrografia</p><table width="75%" border="1" align="center"> <tr> <td>Casos  examinados</td><td>     <div align="center">57</div></td></tr> <tr> <td>Casos comprovados  </td><td>     <div align="center">45</div></td></tr> <tr> <td>Confiabilidade </td><td>      <div align="center">78,94 %</div></td></tr> </table><h4>    <br> Discuss&atilde;o</h4>    <p>&Eacute;  conhecida a dificuldade para diagnosticar uma les&atilde;o dos meniscos pela cl&iacute;nica  e tamb&eacute;m &eacute; conhecido que a margem de erro diagn&oacute;stico existe  e &eacute; freq&uuml;ente, sendo consider&aacute;vel em algumas estat&iacute;sticas,  as que atingem valores de at&eacute; 28 % de falso-positivos.    <br> </p>    <p>Com o  uso cada vez mais comum de meios diagn&oacute;sticos auxiliares, a chegada de  um paciente com prov&aacute;vel les&atilde;o dos meniscos &eacute;, cada vez mais,  sucedida de um achado compat&iacute;vel com o diagn&oacute;stico pr&eacute;vio.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  </p>    <p>Foi encontrados uma margem de erro falso-positivo em quase um de cada cinco  pacientes, com o uso da pneumoartrograf&iacute;a, o que faz dele um exame que  pode ajudar a diminuir o erro de indicar uma cirurgia em pacientes com dor cr&ocirc;nica  ou aguda do joelho precedido de um traumatismo, sem apresentar uma verdadeira  les&atilde;o cir&uacute;rgica, ainda assim, continua sendo alta a percentagem  de erro diagn&oacute;stico.    <br> </p>    <p>De qualquer maneira, a indica&ccedil;&atilde;o  cir&uacute;rgica de uma prov&aacute;vel les&atilde;o meniscal continua sendo marcada  pela anamnese e pelo exame f&iacute;sico, sendo os complementares exames que s&oacute;  complementam o obtido ao examinar um paciente.    <br> </p>    <p>Finalmente, acreditamos  como v&aacute;lido o uso da pneumoartrograf&iacute;a preoperat&oacute;ria e pode  at&eacute; ser recomendada, sempre que n&atilde;o seja sobrevalorizado o seu resultado  sobre os sinais e sintomas de uma les&atilde;o t&atilde;o freq&uuml;ente como  dif&iacute;cil de diagnosticar.    <br> </p>    <p>As conclus&otilde;es s&atilde;o as  les&otilde;es dos meniscos s&atilde;o diagnosticadas com uma margem de erro &#147;razo&aacute;vel&#148;  com o uso da pneumoartrograf&iacute;a sendo mais evidente a falha do diagn&oacute;stico  nas les&otilde;es do menisco lateral.O uso da pneumoartrograf&iacute;a pode ajudar  a diminuir o erro preoperat&oacute;rio mais deve ser usado somente para comprovar  os dados do exame f&iacute;sico.    <br> </p>    <p>Os acidentes do esporte, em especial  os do futebol, s&atilde;o os maiores respons&aacute;veis no nosso meio atual,  pelas les&otilde;es dos meniscos do joelho.Algumas les&otilde;es concomitantes  com as rupturas dos meniscos n&atilde;o foram diagnosticadas pela pneumoartrograf&iacute;a.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  </p>    <p>Pode recomendase o uso deste estudo complementar para ajudar a esclarecer  o diagn&oacute;stico na falta de um mais adequado.Utilizar a pneumoartrograf&iacute;a  nos casos de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico e n&atilde;o como exame rotineiro.Dar  maior valor nos dados positivos encontrados no exame cl&iacute;nico.</p><h4>Summary</h4>    <p>The  clinical-radiographic correlation of transoperative findings of 57 patients with  probable meniscus lesions, previously diagnosed by a clinical exam that agreed  with double contrasting arthrography was made. Data were computed. Among the fundamental  results were the acceptable correlation between the clinical findings and the  results of preoperative pneumoarthrography performed in patients with internal  meniscus lesions, and the low correlation found in cases of external meniscus  lesions, the predominance of male patients in productive ages and the high occurrence  of sports accidents, specially in football. </p>    <p><i>Subject headings:</i> MENISCI,  TIBIAL/injuries; ARTHRO-GRAPHY; ATHLETIC INJURIES.</p><h4>R&eacute;sum&eacute;</h4>    <p>Une  corr&eacute;lation clinique&#150;radiographique des observations postop&eacute;ratoires  de 57 patients touch&eacute;s de l&eacute;sions probables de m&eacute;nisque,  diagnostiqu&eacute;s au pr&eacute;alable par un examen clinique, co&iuml;ncidant  avec les observations d&#146;une arthrographie mixte (ou &agrave; double contraste),  a &eacute;t&eacute; &eacute;tablie&nbsp;; les donn&eacute;es ont &eacute;t&eacute;  trait&eacute;es, et les r&eacute;sultats, tels que la corr&eacute;lation acceptable  entre les observations cliniques et les r&eacute;sultats de la pneumoarthrographie  pr&eacute;op&eacute;ratoire des patients avec des l&eacute;sions de m&eacute;nisque  interne et la rare corr&eacute;lation entre les patients touch&eacute;s de l&eacute;sions  du m&eacute;nisque externe, la pr&eacute;dominance de patients du sexe masculin  des tranches d&#146;&acirc;ge fertiles de la vie et la pr&eacute;sence majoritaire  d&#146;accidents sportifs, notamment du football, ont &eacute;t&eacute; obtenus.  </p>    <p><i>Mots cl&eacute;s: </i>M&Eacute;NISQUES DU TIBIA/l&eacute;sions; ARTHROGRAPHIE;  TRAUMATISMES CHEZ LES ATL&Egrave;TES.     <br> </p><h4>Referencias bibliogr&aacute;ficas</h4><ol>      <li>Alvarez Cambras R, Ceballos Mesa A, Murgadas Rodr&iacute;guez R. Lesione traum&aacute;ticas  de la rodilla. En: Tratado de Cirug&iacute;a Ortop&eacute;dica y Traumatol&oacute;gica.T1.  La Habana: Editorial Pueblo y Educaci&oacute;n; 1986 p.343.    <br> </li>    <li>Scott  M. La rodilla. Lesiones de ligamentos y del mecanismo extensor. Diagn&oacute;stico  y tratamiento. Barcelona: Mosby Year Book; 1992 p.59.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </li>    <li>Edmonson A,  Crenshaw A, eds. Cirug&iacute;a Ortop&eacute;dica de Campbell.T1. La Habana: Editorial  Pueblo y Educaci&oacute;n; 1985 p.485.    <br> </li>    <li>Benoit J, Ramadier J D. Lesions  traumatiques des menisques doLa Revue du Praticien 1972; 24(4):455.</li>    </ol>    <p>Recibido:  9 de enero de 2003. Aprobado: 4 de marzo de 2003.    <br> Dr. C <i>Julio C&eacute;sar  Escarpanter Buli&eacute;s</i>. Melones 507, entre P&eacute;rez y Santa Ana Luyan&oacute;.  10 de Octubre. Ciudad de La Habana, Cuba. E-mail: <a href="mailto:jcescar@infomed.sld.cu">jcescar@infomed.sld.cu</a></p>    <p>    <br>  <a href="#autor"><span class="superscript"><b>*</b></span> Trabalho apresentado  na Primeira Jornada da Medicina Cubana no Brasil. Outubro do 2001.     <br> <span class="superscript"><b>1</b></span>  Doutor em Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas. Professor Assistente. Especialista de  Segundo Grau em Ortopedia e Traumatologia. &nbsp;&nbsp;&nbsp;Dr. Agust&iacute;n  Pi G&oacute;mez.     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <span class="superscript"><b>2</b></span> Especialista de  Primeiro Grau em Ortopedia e Traumatologia. </a><a name="cargo"></a>      ]]></body><back>
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