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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução das telecomunicações e integração territorial do Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this paper is to analyze the telecommunications in territorial integration process in Brazil, taking into account their role in socio-spatial transformations, contributing their results to the geographical understanding of this universe dating back initially to monarchic period in Brazil and extends to the days current with the privatization phenomenon. Throughout history, the telecommunications in the country showed different patterns in the use of the territory. In a few moments the state was more present controlling and monopolizing the sector and others remained as the regulator and supervisory, supporting their concession and privatization. In this sense, the interpretation was built by different methodological procedures, among which is relevant to mention reading reference works on the subject, evaluation of secondary data which were systematized and interpreted from the geographical discussion; collected in public institutions like academic libraries, in the specialized media and other means. Therefore, understand this situation of appropriation of territory is essential to reveal the inequalities socio-spatial engendered from the movement of consolidation of the technical-scientific-informational. Therefore, the aim of this work is related to the need to expand, in Geography, a discussion of telecommunications. Finally, it is expected with the text offer subsidies for the characterization of the subject, highlighting some of the variables related to this context, as well as certain policies of the territorial State.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	     <p align="right" style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt; text&#45;align:right;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2"><b>ENSAYO</b></font></p>     <p align="right" style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt; text&#45;align:left;line&#45;height:normal'>&nbsp;</p>     <p align="right" style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt; text&#45;align:left;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2"><b><font size="4">Evolu&ccedil;&atilde;o    das telecomunica&ccedil;&otilde;es e integra&ccedil;&atilde;o territorial do    Brasil</font></b></font></p>     <p align="right" style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt; text&#45;align:left;line&#45;height:normal'>&nbsp;</p>     <p align="right" style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt; text&#45;align:left;line&#45;height:normal'><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Telecomunications    evolution and territorial integrationin Brazil</b></font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>Paulo    Fernando Jurado da Silva<sup><a href="#notaI">I</a></sup></b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><a name="OLE_LINK1"></a>I    Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente, S&atilde;o Paulo,    Brasil.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">O    objetivo do trabalho &eacute; analisar as telecomunica&ccedil;&otilde;es no    processo de integra&ccedil;&atilde;o territorial do Brasil, levando em conta    seu papel nas transforma&ccedil;&otilde;es socioespaciais, contribuindo em seus    resultados para a compreens&atilde;o geogr&aacute;fica desse universo que remonta    em termos iniciais &agrave; &eacute;poca mon&aacute;rquica no Brasil e se estende    aos dias atuais com o fen&ocirc;meno da privatiza&ccedil;&atilde;o. Ao longo    da hist&oacute;ria, as telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s apresentaram    diferentes configura&ccedil;&otilde;es no uso do territ&oacute;rio. Em alguns    momentos o Estado esteve mais presente controlando e monopolizando o setor e    em outros se manteve como ente regulador e fiscalizador, apoiando a sua concess&atilde;o    e privatiza&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, a interpreta&ccedil;&atilde;o foi    constru&iacute;da por diferentes procedimentos metodol&oacute;gicos, dentre    os quais &eacute; relevante mencionar a leitura de obras de refer&ecirc;ncia    do assunto, avalia&ccedil;&atilde;o de dados secund&aacute;rios que foram sistematizados    e interpretados a partir da discuss&atilde;o geogr&aacute;fica; coletados em    institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas a exemplos de bibliotecas acad&ecirc;micas,    na m&iacute;dia especializada sobre assunto e em outros meios. Assim, entender    esse quadro de apropria&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio &eacute; fundamental    para revelar as desigualdades socioespaciais, engendradas a partir do movimento    de adensamento do meio t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fico&#45;informacional.    Diante disso, a proposta deste trabalho est&aacute; relacionada &agrave; necessidade    de ampliar, na Geografia, a discuss&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es.    Por fim, espera&#45;se com o texto oferecer subs&iacute;dios para a caracteriza&ccedil;&atilde;o    do tema; real&ccedil;ando algumas das vari&aacute;veis relacionadas a esse contexto,    bem como determinadas pol&iacute;ticas territoriais do Estado.</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b>:    telecomunica&ccedil;&otilde;es, desigualdades socioespaciais, transforma&ccedil;&otilde;es    socioespaciais.</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	 <hr noshade size="1">     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2">The    objective of this paper is to analyze the telecommunications in territorial    integration process in Brazil, taking into account their role in socio&#45;spatial    transformations, contributing their results to the geographical understanding    of this universe dating back initially to monarchic period in Brazil and extends    to the days current with the privatization phenomenon. Throughout history, the    telecommunications in the country showed different patterns in the use of the    territory. In a few moments the state was more present controlling and monopolizing    the sector and others remained as the regulator and supervisory, supporting    their concession and privatization. In this sense, the interpretation was built    by different methodological procedures, among which is relevant to mention reading    reference works on the subject, evaluation of secondary data which were systematized    and interpreted from the geographical discussion; collected in public institutions    like academic libraries, in the specialized media and other means. Therefore,    understand this situation of appropriation of territory is essential to reveal    the inequalities socio&#45;spatial engendered from the movement of consolidation    of the technical&#45;scientific&#45;informational. Therefore, the aim of this    work is related to the need to expand, in Geography, a discussion of telecommunications.    Finally, it is expected with the text offer subsidies for the characterization    of the subject, highlighting some of the variables related to this context,    as well as certain policies of the territorial State.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>Keywords:</b>    telecommunications, socio&#45;spatial inequalities, socio&#45;spatial transformations.</font><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	 <hr size="1" noshade>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">As    telecomunica&ccedil;&otilde;es como problema geogr&aacute;fico</font></b></font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Escrever sobre telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; uma quest&atilde;o que j&aacute; preocupou diferentes pesquisadores brasileiros da Geografia e de &aacute;reas afins a exemplo da Sociologia e da Economia. Basicamente, &eacute; um tema que foi inaugurado com maior &ecirc;nfase nas ci&ecirc;ncias humanas no s&eacute;culo XX ao acompanhar as transforma&ccedil;&otilde;es e avan&ccedil;os mundiais da comunica&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o, engenharia e de explora&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o sideral com o lan&ccedil;amento de sat&eacute;lites e de outros objetos t&eacute;cnicos.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">As    telecomunica&ccedil;&otilde;es poderiam ser, portanto, referenciadas como um    tema geogr&aacute;fico importante porque seus estudos se relacionam a uma proposi&ccedil;&atilde;o,    assunto que se pretende desenvolver, elaborar e construir analiticamente. Com    isso, tal express&atilde;o pode elevar&#45;se ainda a um conceito quando se    coloca um conjunto de ideias para tentar discutir essa realidade e que est&atilde;o    inseridas no &acirc;mbito de uma teoria, a exemplo daquilo que foi produzido    por Milton Santos como investigador da sociedade, das t&eacute;cnicas e do espa&ccedil;o.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Assim,    n&atilde;o se deve negar o papel da informa&ccedil;&atilde;o e das telecomunica&ccedil;&otilde;es    na organiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio, em distintas partes do mundo.    No Brasil, essa afirma&ccedil;&atilde;o tem ganhado cada vez mais import&acirc;ncia    ao verificar as transforma&ccedil;&otilde;es socioespaciais que o pa&iacute;s    vem passando nos &uacute;ltimos anos, com a amplia&ccedil;&atilde;o da densidade    t&eacute;cnica, cient&iacute;fica e informacional.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Consequentemente,    o territ&oacute;rio f&iacute;sico ganha novos condicionantes produzidos pela    sociedade que o edificou em distintos momentos e se passa a falar em <i>cyber</i>    espa&ccedil;o, sociedade em rede, entre outras express&otilde;es utilizadas    na tentativa de caracterizar as mudan&ccedil;as colocadas em curso por meio    da Terceira Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial e do papel que a informa&ccedil;&atilde;o    assume, especialmente a partir da d&eacute;cada de 1970 como destacaram, em    diferentes contextos te&oacute;ricos, autores como Lojkine (1995), Castells    (1999), Moreira (2000), Santos (2008), entre outros.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse    sentido, vale ressaltar que o presente artigo faz parte da tese de doutorado    do autor que est&aacute; sendo desenvolvida no Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o    em Geografia da Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual    Paulista, Presidente Prudente, apoiada pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo    &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP), com o t&iacute;tulo:    "Nas &lsquo;ondas&rsquo; da informa&ccedil;&atilde;o: interfaces entre o Pensamento    Geogr&aacute;fico e a Geografia Econ&ocirc;mica para o estudo das telecomunica&ccedil;&otilde;es    no Brasil", sob a orienta&ccedil;&atilde;o do Prof. Dr. Eliseu Sav&eacute;rio    Sposito.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">O    documento tem como objetivo principal analisar as telecomunica&ccedil;&otilde;es    no Brasil no sentido de propor uma leitura geogr&aacute;fica da sua evolu&ccedil;&atilde;o    ao longo ao longo do tempo no processo de integra&ccedil;&atilde;o territorial    do pa&iacute;s.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Para    o cumprimento deste objetivo a pesquisa contou com os seguintes procedimentos    metodol&oacute;gicos:</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">I)    Levantamento, revis&atilde;o e leitura de textos relacionados ao assunto, tendo    como base conceitual e te&oacute;rica a leitura de materiais em meio eletr&ocirc;nico    ou impresso. Os mesmos foram obtidos com base na consulta do acervo de bibliotecas    acad&ecirc;micas, bem como na pesquisa de campo na sede da ANATEL no Distrito    Federal e no escrit&oacute;rio regional em S&atilde;o Paulo.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">II)    Coleta de dados secund&aacute;rios e informa&ccedil;&otilde;es relacionadas    ao tema tratado em s&iacute;tios eletr&ocirc;nicos de consultorias de telecomunica&ccedil;&atilde;o,    s&iacute;tios institucionais de companhias privadas que operam no segmento no    pa&iacute;s, m&iacute;dia especializada (jornais e revistas de grande circula&ccedil;&atilde;o)    etc.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">III)    An&aacute;lise documental e de conte&uacute;do do material encontrado no levantamento    bibliogr&aacute;fico, bem como debate e reflex&atilde;o sobre os assuntos abordados    com pesquisadores da &aacute;rea.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Depois    de realizado tais etapas buscou&#45;se sistematizar os resultados obtidos na    forma desse trabalho e que est&atilde;o inseridos parcialmente na tese do autor    que ainda encontra&#45;se em elabora&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse    quadro &eacute; que se insere a contribui&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o    ao possibilitar a leitura do tema, tendo em vista as transforma&ccedil;&otilde;es    socioespaciais decorrentes do processo de moderniza&ccedil;&atilde;o e amplia&ccedil;&atilde;o    da densidade t&eacute;cnica no pa&iacute;s. Os resultados alcan&ccedil;ados    s&atilde;o, portanto, diversos e expressam de maneira sint&eacute;tica uma realidade    complexa, permeada por particularidades e especificidades.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Antes,    o Estado brasileiro detinha o monop&oacute;lio das telecomunica&ccedil;&otilde;es    (especialmente no setor da telefonia m&oacute;vel e fixa). A abertura maior    ao capital externo e a flexibiliza&ccedil;&atilde;o das leis relacionadas ao    assunto s&oacute; foram ocorrer no governo de Fernando Henrique Cardoso.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A    Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es 9.472 de 1997 foi o mecanismo que    determinou o novo modelo de funcionamento institucional, al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o    da Anatel (Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), de planos    de outorga e concess&atilde;o, bem como do novo esquema tarif&aacute;rio, sendo    que as antigas subsidi&aacute;rias da Telebr&aacute;s (Telecomunica&ccedil;&otilde;es    Brasileiras S/A) foram organizadas em empresas de telefonia celular e fixa,    o que se por um lado gerou dinamismo e vendas, por outro trouxe problemas de    ordem t&eacute;cnica, como compartilhamento de infraestruturas e redes entre    cidades, regi&otilde;es e estados.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Finalmente,    vale ressaltar que a empreitada n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, principalmente,    pelo fato de que essa pesquisa apoia&#45;se, especialmente, no universo qualitativo,    bem como no dom&iacute;nio te&oacute;rico sobre o assunto e, para tanto, espera&#45;se    oferecer contribui&ccedil;&atilde;o sint&eacute;tica para esse debate, haja    vista a sua amplitude e complexidade.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">Evolu&ccedil;&atilde;o    das telecomunica&ccedil;&otilde;es no processo de integra&ccedil;&atilde;o territorial    do Brasil</font></b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A    forma&ccedil;&atilde;o socioespacial brasileira apresenta caracter&iacute;sticas    de desenvolvimento desigual e combinado. A implanta&ccedil;&atilde;o de determinadas    infraestruturas t&eacute;cnicas historicamente esteve relacionada aos locais    onde h&aacute; maior circula&ccedil;&atilde;o de pessoas, bens e dinheiro, o    que tem uma repercuss&atilde;o direta na forma como &eacute; produzida e organizada    as telecomunica&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio. Do litoral ao interior    as diferen&ccedil;as econ&ocirc;micas e materiais s&atilde;o vis&iacute;veis,    demonstrando a concentra&ccedil;&atilde;o e a dispers&atilde;o, a pobreza e    a riqueza, a monumentalidade e a fealdade, a comunica&ccedil;&atilde;o e a aus&ecirc;ncia    de sinal.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Assim,    Tozi (2005) &eacute; um dos autores que se preocupam com o debate do territ&oacute;rio.    Tal autor tendo como refer&ecirc;ncia Castillo (2003) escreveu que h&aacute;:</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;top:0cm;margin&#45;right:1.0cm;margin&#45;bottom:0cm; margin&#45;left:1.0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">(...)tr&ecirc;s    atos da integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro, a partir da    difus&atilde;o de objetos t&eacute;cnicos que se sucedem desde a segunda metade    do s&eacute;culo XX. A radiotelegrafia e a avia&ccedil;&atilde;o seriam os vetores    do primeiro ato da integra&ccedil;&atilde;o proposto, uma vez que s&atilde;o    as formas mais r&aacute;pidas e eficazes, nesse momento hist&oacute;rico, de    se manter a integridade e a integra&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio brasileiro,    exigindo, tamb&eacute;m, menos infra&#45;estruturas. O rodoviarismo e a telefonia    caracterizam o segundo ato da integra&ccedil;&atilde;o. As rodovias possibilitaram    integrar as grandes regi&otilde;es do Brasil aos centros de comando pol&iacute;tico    e econ&ocirc;mico do territ&oacute;rio, enquanto que a telefonia &eacute; nesse    momento estatizada e centralizada, ou seja, a variedade de pequenas numerosas    empresas at&eacute; ent&atilde;o existentes &eacute; transformada em patrim&ocirc;nio    p&uacute;blico e integrada aos projetos estatais. J&aacute; o terceiro ato ou    atual paradigma da mobilidade geogr&aacute;fica (ibidem: 8) traz a incorpora&ccedil;&atilde;o    das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o aos sistemas t&eacute;cnicos de    fluxos materiais e imateriais. (Tozi, 2005, p. 45 e 46).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">Tecnologias    da informa&ccedil;&atilde;o que se vinculam aos ciclos de inova&ccedil;&atilde;o    da economia e que se relacionam presentemente &agrave; terceira revolu&ccedil;&atilde;o    industrial como compareceram em diferentes momentos nas reflex&otilde;es de    Mamigonian (1999) e Silveira (2003) ao se reportarem ao estudo de Kondratieff    e sua contribui&ccedil;&atilde;o para a interpreta&ccedil;&atilde;o da Economia    e da Geografia.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">No    come&ccedil;o, o Brasil apresentava uma forma&ccedil;&atilde;o cuja configura&ccedil;&atilde;o    em termos econ&ocirc;micos de intera&ccedil;&atilde;o espacial assemelhava&#45;se    a ilhas e arquip&eacute;lagos. Na realidade, havia pouca liga&ccedil;&atilde;o    entre as cidades e a ocupa&ccedil;&atilde;o era praticamente circunscrita &agrave;s    regi&otilde;es litor&acirc;neas e faixas adjacentes, com reduzida abertura para    o interior.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Mamigonian    (2009, p. 50&#45;51) baseando&#45;se em Rangel (1968) a esse respeito forneceu    os elementos interpretativos para a an&aacute;lise do per&iacute;odo, visto    que:</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">O    Brasil chegou at&eacute; o s&eacute;culo XX "sob forma de um imenso territ&oacute;rio    muito desigualmente ocupado e apresentando quase que exclusivamente ao longo    da costa forma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas regionais, geralmente estruturadas    em torno de um porto&#45;emp&oacute;rio, orientadas mais para o com&eacute;rcio    exterior do que para o com&eacute;rcio com outras regi&otilde;es, tendo cada    uma como espinha&#45;dorsal um sistema regional de transportes, o qual servia    de base a um esquema regional de divis&atilde;o social do trabalho", conforme    assinalou Ign&aacute;cio Rangel.&nbsp;</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">Antes,    determinadas cidades tinham maior intera&ccedil;&atilde;o com o exterior do    que com n&uacute;cleos urbanos na dimens&atilde;o nacional. Al&eacute;m disso,    n&atilde;o havia transporte terrestre na forma de autom&oacute;veis como conhecemos    hoje, o que dificultava, por outro lado, os deslocamentos das pessoas e, consequentemente,    a troca de bens, servi&ccedil;os e mat&eacute;rias&#45;primas entre as unidades    administrativas de cada regi&atilde;o.&nbsp; Por&eacute;m, vale frisar que essa    configura&ccedil;&atilde;o paulatinamente foi sendo alterada com a introdu&ccedil;&atilde;o    de diversas inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Por    Jouffroy e Fitch, por exemplo, na d&eacute;cada de 1790 foi colocada em curso    a navega&ccedil;&atilde;o a vapor no Brasil, sendo que esta s&oacute; foi tornar&#45;se    mais regular no s&eacute;culo XIX. Tal evento favoreceu a circula&ccedil;&atilde;o    do Par&aacute; ao Rio Grande do Sul; abrangendo rios como S&atilde;o Francisco;    Amazonas e seus afluentes Madeira, Tocantins e Negro; Rio da Prata; Paraguai    e Paran&aacute;, al&eacute;m de outros importantes corpos h&iacute;dricos do    pa&iacute;s. Nesse sentido, &eacute; v&aacute;lido ressaltar que essa configura&ccedil;&atilde;o    paulatinamente foi sendo alterada com a introdu&ccedil;&atilde;o de diversas    inova&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">As    estradas de ferro tamb&eacute;m trouxeram mudan&ccedil;as significativas no    final do s&eacute;culo XIX. Tal evento favoreceu, sobretudo, o escoamento de    mercadorias e pessoas, al&eacute;m de propiciar a integra&ccedil;&atilde;o e    dinamiza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio. Possibilitou, consequentemente,    o nascimento de diversas cidades, ocupa&ccedil;&atilde;o do interior distante    da capital paulista e o escoamento da produ&ccedil;&atilde;o cafeeira ao porto    de Santos, rumo &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o; o que fez abalar at&eacute;,    ent&atilde;o, a hegemonia econ&ocirc;mica carioca.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">O    tel&eacute;grafo foi outro evento e inova&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica    importante para integra&ccedil;&atilde;o territorial, sendo que a primeira linha    instalada oficialmente no pa&iacute;s se constituiu na cidade do Rio de Janeiro    por volta de 1852, no Pal&aacute;cio do Imperador Dom Pedro II, Pa&ccedil;o    de S&atilde;o Cristov&atilde;o. Segundo Dias (1995, p. 36): "En 1866, les lignes    tel&eacute;graphiques terrestres pr&eacute;sent aient d&eacute;ja une &eacute;tendue    de dix mille kilom&egrave;tres, reliant les principales villes des r&eacute;gions    sudeste et sud du pays". Deste marco em diante, outras linhas telegr&aacute;ficas    foram implantadas, favorecendo a amplia&ccedil;&atilde;o de fluxos informacionais.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Marechal    C&acirc;ndido Rondon foi um dos grandes disseminadores dessa tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o    no territ&oacute;rio nacional que acompanhavam de certa maneira o tra&ccedil;ado    de estradas. "Rondon participou da interioriza&ccedil;&atilde;o telegr&aacute;fica    durante tr&ecirc;s d&eacute;cadas, de 1890 a 1922, percorrendo 17.000 quil&ocirc;metros    (...)" (Brand&atilde;o, 1996, p. 53).</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">J&aacute;    no que diz respeito ao telefone pode&#45;se afirmar que o seu estabelecimento    inicial se deu no Rio de Janeiro em 1877, ligando a resid&ecirc;ncia imperial    at&eacute; a sala dos ministros e em 1889 era autorizada a constru&ccedil;&atilde;o    de linha telef&ocirc;nica do Rio de Janeiro a Niter&oacute;i.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Depois    desse per&iacute;odo sucessivas instala&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas    foram sendo efetuadas, onde havia especialmente grande circula&ccedil;&atilde;o    de capital e pessoas, a exemplo dos centros nascentes emergentes polarizadores    como S&atilde;o Paulo. "J&aacute; na d&eacute;cada de 1920, o servi&ccedil;o    telef&ocirc;nico abrangia pequenas parcelas das cidades do Rio de Janeiro, S&atilde;o    Paulo e Porto Alegre, entretanto, s&oacute; come&ccedil;a a ganhar for&ccedil;a    no pa&iacute;s na metade do s&eacute;culo XX" (Iozzi, 2006, p. 19).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">No    come&ccedil;o do s&eacute;culo XX segundo Brand&atilde;o (1996) empresas estrangeiras    como a Siemens (1895), Ericson (1900), Sesa&#45;ITT (1908), Philips (1920) passaram    a operar no pa&iacute;s com escrit&oacute;rios pr&oacute;prios. A Siemens criou    at&eacute; mesmo subsidi&aacute;ria com a finalidade de promover a importa&ccedil;&atilde;o    de equipamentos, por volta de 1905. Contudo, s&oacute; foi na d&eacute;cada    de 1920 que as demais concorrentes passaram a adotar tal estrat&eacute;gia.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Pouco    a pouco as dificuldades de integra&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do territ&oacute;rio    foram sendo vencidas, com o avan&ccedil;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o, da industrializa&ccedil;&atilde;o    o que foi conferindo ao territ&oacute;rio novos usos e o integrando cada vez    mais ao dom&iacute;nio do capital e a forma&ccedil;&atilde;o de um mercado.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A    circula&ccedil;&atilde;o por via rodovi&aacute;ria tamb&eacute;m favoreceu a    expans&atilde;o da t&eacute;cnica. O governo do Estado de S&atilde;o Paulo criou    em 1920 o primeiro plano rodovi&aacute;rio do pa&iacute;s. Durante as guerras    mundiais as ferrovias passaram por um processo de decad&ecirc;ncia em raz&atilde;o    de problemas com a importa&ccedil;&atilde;o de equipamentos e combust&iacute;veis,    favorecendo a corrente a favor das rodovias em Estados como Minas Gerais, S&atilde;o    Paulo, Rio Grande do Sul, sendo que o plano rodovi&aacute;rio foi institu&iacute;do    em 1944.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Mas,    foi no governo de Get&uacute;lio Vargas que as transforma&ccedil;&otilde;es    foram se processar de modo a integrar o territ&oacute;rio. Com isso, "a extin&ccedil;&atilde;o    das barreiras &agrave; circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias entre os Estados    da Uni&atilde;o marcou um avan&ccedil;o fundamental no processo de integra&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica do espa&ccedil;o nacional. Faltavam por&eacute;m outras vari&aacute;veis    de sustenta&ccedil;&atilde;o, entre elas uma rede nacional de transportes" (Santos    y Silveira, 2006, p. 42).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">No    governo do presidente Get&uacute;lio Vargas (1930&#45;1945), o Brasil se integra    economicamente (no sentido da forma&ccedil;&atilde;o de um mercado consumidor    nacional) e, paulatinamente, s&atilde;o dadas as condi&ccedil;&otilde;es para    que a ind&uacute;stria de base fosse criada e se dinamizasse; fomentando uma    pol&iacute;tica industrial que atendesse aos interesses do chamado desenvolvimento    nacional.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A    rodovia Rio&#45;Bahia, por exemplo, da d&eacute;cada de 1940 &eacute; a materializa&ccedil;&atilde;o    da primeira conex&atilde;o entre o Sudeste e Nordeste do pa&iacute;s. Nesse    processo a participa&ccedil;&atilde;o do capital estrangeiro foi relevante,    visto que: "Dans une association &eacute;troite avec le capital &eacute;tranger,    l&rsquo;Etat prend en charge l&rsquo;infracstruture routi&egrave;re et desire    une nouvelle g&eacute;ographie de la circulation dans l&rsquo;espace br&eacute;silien"    (Dias, 1995, p. 52).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Ainda    segundo essa autora, as redes rodovi&aacute;rias asfaltadas possibilitaram o    fortalecimento de novas redes urbanas regionais. A integra&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica e f&iacute;sica do territ&oacute;rio fortaleceu, por outro lado,    a intensifica&ccedil;&atilde;o dos fluxos migrat&oacute;rios oriundos da regi&atilde;o    Nordeste em dire&ccedil;&atilde;o a S&atilde;o Paulo.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Diversas    transforma&ccedil;&otilde;es socioespaciais foram processadas na d&eacute;cada    de 1950 no territ&oacute;rio nacional como a constru&ccedil;&atilde;o de Bras&iacute;lia,    instala&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, cria&ccedil;&atilde;o    e implanta&ccedil;&atilde;o de usinas hidroel&eacute;tricas, constru&ccedil;&atilde;o    de rodovias, amplia&ccedil;&atilde;o da urbaniza&ccedil;&atilde;o e da industrializa&ccedil;&atilde;o.    Nesse contexto, a explora&ccedil;&atilde;o da telefonia fixa era prestada, em    geral, por empresas privadas no plano do munic&iacute;pio e quando se tratava    da escala intermunicipal geridas pelo Estado.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Inova&ccedil;&otilde;es    essas que foram aceleradas no governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956&#45;1961)    com a implanta&ccedil;&atilde;o do programa Plano de Metas. Este tinha como    objetivo ampliar e fortalecer o crescimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s,    especialmente, nos setores de energia, transporte, educa&ccedil;&atilde;o, alimenta&ccedil;&atilde;o    e ind&uacute;stria de base, com a constru&ccedil;&atilde;o de grandes projetos    nacionais como a cria&ccedil;&atilde;o da capital pol&iacute;tico&#45;administrativa    federal, no planalto central.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Tal    plano apesar de ter trazido grandes benef&iacute;cios em termos de infraestrutura    t&eacute;cnica ao pa&iacute;s, aumentou, por outro lado, a d&iacute;vida externa.    Por&eacute;m, foi a partir da liberaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica que    o parque industrial nacional se diversificou e S&atilde;o Paulo mais uma vez    &eacute; beneficiada com a constru&ccedil;&atilde;o de ind&uacute;strias de    bens dur&aacute;veis.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Ainda    no come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1960 o campo da telefonia tinha como principais    prestadoras de servi&ccedil;os empresas que nutriam v&iacute;nculo com o capital    internacional como &eacute; o caso da Companhia Telef&ocirc;nica Nacional, subsidi&aacute;ria    da International Telephone Telegraph, de origem estadunidense com atua&ccedil;&atilde;o    no Paran&aacute; e Rio Grande do Sul, bem como a Companhia Telef&ocirc;nica    Brasileira que era subsidi&aacute;ria da Canadian Tractions Light and Power    Company com opera&ccedil;&otilde;es em S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Minas    Gerais. Ademais, havia uma gama muito ampla de pequenas empresas com atua&ccedil;&atilde;o    em territ&oacute;rio nacional e com menor influ&ecirc;ncia espacial e econ&ocirc;mica,    se comparada &agrave;s maiores citadas.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">J&aacute;    no governo de Jo&atilde;o Goulart foi criado o C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es,    na forma da Lei 4.117, em agosto de 1962. A aprova&ccedil;&atilde;o desse c&oacute;digo    possibilitou o disciplinamento da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os,    bem como colocava o segmento sob o controle federal, organizando um sistema    de tarifa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prio e o planejamento naquilo que se poderia    considerar como Sistema Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (STN). Al&eacute;m    disso, tais mudan&ccedil;as foram acompanhadas pela cria&ccedil;&atilde;o do    Conselho Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CONTEL), vinculado diretamente    &agrave; presid&ecirc;ncia da rep&uacute;blica e do Fundo Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es    (FNT). Sobre o assunto, Dias descreveu que:</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>  	    <p style='margin&#45;top:0cm;margin&#45;right:1.0cm;margin&#45;bottom:0cm; margin&#45;left:1.0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">&nbsp;L&rsquo;intervention commence en 1962 quand le congress national vote le Code des T&eacute;l&eacute;communications. Les principals resolutions du code pr&eacute;voyaient: a) la mise en place d&rsquo;un Syst&egrave;me National de T&eacute;l&eacute;communication; b) la creation du Conseil National de Telecommunications (CONTEL), directement reli&eacute; au Pr&eacute;sidente de la R&eacute;publique, afin d&rsquo;appliquer la politique g&eacute;nerale; c) l&rsquo;institution des Fonds National des T&eacute;lecommunications (FNT), don&rsquo;t les resseurces proviennent d&rsquo;une surtaxation de 30% per&ccedil;u sur les services de telecommunications; d) la formation d&rsquo;une entit&eacute; autonome ayant statu d&rsquo;entreprise publique, pour installer et entretenir les services inter&#45;urbains et internationaux. (Dias, 1995, p. 77).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">J&aacute;    na ditadura militar foi feita uma alian&ccedil;a entre militares e a ci&ecirc;ncia    t&eacute;cnica. Foi estruturada a pol&iacute;tica nacional de telecomunica&ccedil;&otilde;es    e depois desencadeada a nacionaliza&ccedil;&atilde;o da Companhia Telef&ocirc;nica    Brasileira. Por conseguinte, com grandes dificuldades foi criada a EMBRATEL    (Empresa Brasileira de Telecomunica&ccedil;&otilde;es) com o claro objetivo    de modernizar o segmento das telecomunica&ccedil;&otilde;es. Isso porque havia    alguns grupos pertencentes ao governo que eram favor&aacute;veis &agrave; alian&ccedil;a    com concession&aacute;rias estrangeiras e outro bloco formado por militares    e pelo Conselho Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es que apoiavam a cria&ccedil;&atilde;o    de uma empresa p&uacute;blica.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Com    isso, a estatiza&ccedil;&atilde;o das empresas privadas no processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o    das telecomunica&ccedil;&otilde;es passa a ser um imperativo na forma&ccedil;&atilde;o    de um sistema nacional de telecomunica&ccedil;&otilde;es, sendo levadas a cabo    essas a&ccedil;&otilde;es &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias nos governos    militares. Este regime por seu turno passou a criar instrumentos legais e mecanismos    para dinamizar tal processo e definitivamente patrocinar o desenvolvimento,    aprimoramento e moderniza&ccedil;&atilde;o do segmento. Um dos grandes passos    tomados nessa dire&ccedil;&atilde;o foi a reforma ministerial de 1967 que possibilitou    a cria&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es,    pelo Decreto&#45;Lei n&uacute;mero 200 e, por fim, a Telebr&aacute;s (Telecomunica&ccedil;&otilde;es    Brasileiras) em 1972.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">&Agrave;    Uni&atilde;o competia explorar os servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es    e autorizar a sua concess&atilde;o e efetiva autoriza&ccedil;&atilde;o. J&aacute;    em 1968 &eacute; inaugurada a Rede Nacional de Microondas e o Sistema de Transmiss&atilde;o    de Sat&eacute;lites e pouco a pouco foram sendo dados os passos para a comunica&ccedil;&atilde;o    no plano internacional, por sat&eacute;lites e a configura&ccedil;&atilde;o    do sistema de DDD &#45; Discagem Direta &agrave; Dist&acirc;ncia.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Tal    processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es    brasileiras possibilitou a organiza&ccedil;&atilde;o do sistema nacional e a    moderniza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do segmento. Al&eacute;m disso, ofereceu    as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a altera&ccedil;&atilde;o    de paradigma que vigia no mercado, baseada somente na a&ccedil;&atilde;o isolada    e pulverizada de empresas privadas no territ&oacute;rio.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">De    certa maneira, tais avan&ccedil;os trouxeram como principais benef&iacute;cios    o investimento em inova&ccedil;&atilde;o, a instala&ccedil;&atilde;o de um sistema    telef&ocirc;nico integrado nacionalmente e posteriormente a concess&atilde;o    de opera&ccedil;&atilde;o de mais canais de TV. Era um privil&eacute;gio para    poucas emissoras gozar de cobertura nacional como a Globo e a Bandeirantes.    "Foi nesses anos que se constituiu o Sistema Brasileiro de Televis&atilde;o    (SBT), gra&ccedil;as a utiliza&ccedil;&atilde;o de um transponder do Brasilsat    2" , e logo: "O caminho para diversifica&ccedil;&atilde;o das redes nacionais    de emissoras de televis&atilde;o no pa&iacute;s estava aberto" (Santos y Silveira,    2006, p. 75).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Contudo,    esse padr&atilde;o de transforma&ccedil;&otilde;es no segmento revelou&#45;se    esgotado, especialmente nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990 quando se tornou alvo    do ide&aacute;rio privatista da &eacute;poca. Nesse per&iacute;odo, a ind&uacute;stria    de equipamentos voltada &agrave;s telecomunica&ccedil;&otilde;es se comportou    ociosamente e os investimentos do Estado passaram por uma redu&ccedil;&atilde;o    consider&aacute;vel, se comparados ao per&iacute;odo da ditadura militar.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Na    d&eacute;cada de 1980, o Estado perde a capacidade de financiar o desenvolvimento    econ&ocirc;mico nacional. O pa&iacute;s &eacute; sacudido pela crise da d&iacute;vida    externa e pelo processo de transi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica nacional    com a queda da ditadura militar.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Tal    panorama &eacute; aprofundado nos governos Fernando Collor de Mello (1990&#45;1992)    e Fernando Henrique Cardoso (1995&#45;2002) onde parte das empresas estatais    &eacute; leiloada ao capital internacional e nacional privado; favorecendo os    grupos de interesse ligados &agrave; sustenta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    neoliberais e um plano de enxugamento da m&aacute;quina p&uacute;blica, o que    se traduziu na desestatiza&ccedil;&atilde;o e na redu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas voltadas ao crescimento econ&ocirc;mico. Nas palavras de Brand&atilde;o:</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p style='margin&#45;top:0cm;margin&#45;right:1.0cm;margin&#45;bottom:0cm; margin&#45;left:1.0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A real hist&oacute;ria da desorganiza&ccedil;&atilde;o fiscal&#45;financeira do setor p&uacute;blico brasileiro &eacute; a de um Estado bancador em &uacute;ltima inst&acirc;ncia do padr&atilde;o de desenvolvimento capitalista no Pa&iacute;s, que levou &agrave;s derradeiras consequ&ecirc;ncias, na crise que se prolonga desde o final dos anos 70, seu hist&oacute;rico papel de mobilizador de recursos, transferidor de fundos e, acima de tudo, socializador de perdas; al&eacute;m de agente da regula&ccedil;&atilde;o macroecon&ocirc;mica e investidor direto, terminou por se tornar o mutu&aacute;rio final que arcou com todo o &ocirc;nus e os riscos do ajustamento do setor privado na "d&eacute;cada perdida". Colapsa totalmente sua capacidade de gasto e iniciativa, se tornando ref&eacute;m do setor privado l&iacute;quido e imobilizado em sua a&ccedil;&atilde;o reguladora e estruturante. (Brand&atilde;o, 1996, p. 115 e 116).</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.4pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">Nesse    sentido, a d&eacute;cada de 1990 foi marcada fortemente pela abertura ao capital    estrangeiro e ao ide&aacute;rio das privatiza&ccedil;&otilde;es. A infla&ccedil;&atilde;o    foi controlada e as pol&iacute;ticas de controle fiscal colocadas em curso.    Onda essa que golpeou diversos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e que    colocou em cena a competi&ccedil;&atilde;o no uso corporativo do territ&oacute;rio    por uma parcela de oligop&oacute;lios internacionais em cons&oacute;rcio, muitas    vezes, com o capital nacional.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">As    telecomunica&ccedil;&otilde;es, nesse quadro, foram desestatizadas e grandes    grupos passaram a atuar no mercado com estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o    espacial complexa e atreladas a movimentos em escala global de investimento,    visando &agrave; extra&ccedil;&atilde;o da mais&#45;valia em escala ampliada.    Houve, com isso, a venda do Sistema Telebr&aacute;s aos interesses privados,    levando em conta uma regionaliza&ccedil;&atilde;o artificial do territ&oacute;rio    baseada na rentabilidade que os servi&ccedil;os poderiam oferecer &agrave;s    companhias operadoras.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse    contexto, tr&ecirc;s leis aprovadas no congresso tiveram papel decisivo para    a abertura do mercado e para acelera&ccedil;&atilde;o do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o,    a saber: I) Lei Espec&iacute;fica, ou seja, a Lei 9.295 (Lei M&iacute;nima)    de 19 de julho de 1996 que autorizava a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    via sat&eacute;lite, redes corporativas, <i>trunking and paging</i>, telefonia    m&oacute;vel celular (inserida na banda larga B) para explora&ccedil;&atilde;o    pela iniciativa privada; II) Lei de concess&otilde;es de servi&ccedil;os p&uacute;blicos    por meio da aprova&ccedil;&atilde;o da Lei 8.987 de 13 de fevereiro 1995, aplicada    aos servi&ccedil;os de telefonia m&oacute;vel celular; e, por fim, III) Lei    8.977 de 6 de janeiro de 1995, tamb&eacute;m conhecida como Lei da TV a Cabo,    que definia a regula&ccedil;&atilde;o do segmento e impunha diretrizes para    concess&atilde;o desse tipo de servi&ccedil;o no mercado nacional.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%;text&#45;autospace:none'><font face="verdana" size="2">Contudo,    a lei que definitivamente providenciou a desestatiza&ccedil;&atilde;o do sistema    de telecomunica&ccedil;&otilde;es brasileiro foi assinada em 16 de julho de    1997, ou seja, a Lei 9.472 que ficou conhecida como Lei Geral das Telecomunica&ccedil;&otilde;es,    amparada pelo Plano Geral de Outorgas, sob o decreto n&uacute;mero 2.534 de    2 abril de 1998 e pelo Plano Geral de Metas para a Universaliza&ccedil;&atilde;o    do Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado em car&aacute;ter p&uacute;blico,    por meio do decreto 2.592 de 15 de maio de 1998.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse    contexto, para gerir esse novo regime de explora&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    de telecomunica&ccedil;&otilde;es foi criada a Anatel (Ag&ecirc;ncia Nacional    de Telecomunica&ccedil;&otilde;es), por meio do artigo 8 da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es.    Sua regulamenta&ccedil;&atilde;o se deu pelo decreto n&uacute;mero 2.338 de    7 de outubro de 1997 com sede no Distrito Federal e vinculando&#45;se ao Minist&eacute;rio    das Comunica&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Funcionando    como autarquia especial a ag&ecirc;ncia &eacute; financeiramente aut&ocirc;noma    e possui car&aacute;ter administrativo independente. Suas decis&otilde;es s&oacute;    podem ser contestadas por via judicial e os respons&aacute;veis pela sua dire&ccedil;&atilde;o    possuem mandatos fixos e mantidos com certa estabilidade. Com a cria&ccedil;&atilde;o    dessa ag&ecirc;ncia, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es passa    a ter seu papel reduzido no cen&aacute;rio das telecomunica&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Conforme    Tozi (2005) o territ&oacute;rio foi preparado no campo normativo e t&eacute;cnico    para o uso corporativo na inst&acirc;ncia privada, associando&#45;se ao contexto    cotidiano das pessoas de que o processo seria bom, na tentativa de promover    o convencimento popular e, portanto,</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 35.45pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p style='margin&#45;top:0cm;margin&#45;right:1.0cm;margin&#45;bottom:0cm; margin&#45;left:1.0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">O discurso criado para sustentar a privatiza&ccedil;&atilde;o parte da id&eacute;ia de que os servi&ccedil;os p&uacute;blicos cuidados pelo Estado s&atilde;o ineficientes e de que as empresas privadas podem realiz&aacute;&#45;los com maior efici&ecirc;ncia, ou seja, adotam o pressuposto de que o mercado &eacute; um ente perfeito, e que a aloca&ccedil;&atilde;o dos fatores pelo mercado &eacute; &oacute;tima e eficiente. S&atilde;o a&ccedil;&otilde;es fundadas numa teoria est&aacute;tica, baseada na concorr&ecirc;ncia perfeita e em pretensas leis universais que ignoram as situa&ccedil;&otilde;es reais das forma&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio&#45;espaciais. Outro ponto a ser destacado &eacute; que o Estado, nesse discurso constru&iacute;do, deve agir unicamente corrigindo as falhas no equil&iacute;brio do mercado. A economia neocl&aacute;ssica, portanto, parte da id&eacute;ia de que h&aacute; dois agentes principais: os produtores, que objetivam maximizar a renda e o lucro e os consumidores, que satisfazem suas necessidades e aos quais cabe o prazer do consumo (com base em Cano, 2002). (Tozi, 2005, p. 115)</font></p>  	    <p style='margin&#45;top:0cm;margin&#45;right:1.0cm;margin&#45;bottom:0cm; margin&#45;left:1.0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">&Agrave;s pessoas foi colocada a ideia de que os servi&ccedil;os seriam barateados, os custos para instala&ccedil;&atilde;o cairiam e que esse processo levaria futuramente a uma universaliza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. O territ&oacute;rio, nessa concep&ccedil;&atilde;o, se torna um recurso e pode ser vendido as grandes corpora&ccedil;&otilde;es para legitimar as normativas da iniciativa privada e das leis de livre mercado.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nessa    perspectiva, a desestatiza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es    no Brasil teve como resultado direto a divis&atilde;o das Telebr&aacute;s em    grandes <i>holdings</i> telefonia fixa local e celular. Tal aprova&ccedil;&atilde;o    para divis&atilde;o da Telebr&aacute;s ocorreu em abril de 1998 e o leil&atilde;o    em 29 de julho de 1998.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m    disso, esse modelo de leil&atilde;o teve como resultado geogr&aacute;fico a    produ&ccedil;&atilde;o de desigualdades socioespaciais, acompanhadas pela distribui&ccedil;&atilde;o    de diferentes empresas privadas no pa&iacute;s e com forte internacionaliza&ccedil;&atilde;o    do capital.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Desse    novo marco regulat&oacute;rio em diante pode&#45;se compreender as telecomunica&ccedil;&otilde;es    estruturadas em tr&ecirc;s grandes segmentos de abrang&ecirc;ncia. Haveria os    servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es que representam as empresas    concession&aacute;rias e com autoriza&ccedil;&atilde;o para a explora&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es; o segmento dos produtos    e servi&ccedil;os para as prestadoras de servi&ccedil;os que s&atilde;o, em    geral, fornecedores de equipamentos para as empresas que atuam nos servi&ccedil;os    de telecomunica&ccedil;&otilde;es; e, por fim, o segmento de valor agregado    que &eacute; representado pelas empresas que prestam servi&ccedil;os e suportam    as telecomunica&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio brasileiro.</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse    sentido, vale ressaltar que as empresas vencedoras do leil&atilde;o da Telebr&aacute;s    t&ecirc;m contratos de concess&atilde;o com o Estado por meio da aprova&ccedil;&atilde;o    da Anatel. Al&eacute;m disso, em 2003, houve algumas altera&ccedil;&otilde;es    em algumas das cl&aacute;usulas desse processo e os contratos renovados com    vig&ecirc;ncia estipulada de 2006 a 2025.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Mediante    a interpreta&ccedil;&atilde;o do quadro das telecomunica&ccedil;&otilde;es no    Brasil verifica&#45;se que a sua devida compreens&atilde;o perpassa pelo estudo    das empresas privadas e suas a&ccedil;&otilde;es/estrat&eacute;gias espaciais,    bem como pelo papel do Estado como ente regulador do processo. Dessa maneira,    h&aacute; uma grande pulveriza&ccedil;&atilde;o de corpora&ccedil;&otilde;es    operando e com diferentes territ&oacute;rios que &agrave;s vezes tendem a se    sobrepor, dependendo da l&oacute;gica de atua&ccedil;&atilde;o das mesmas.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">A    geografia, nesse cen&aacute;rio, tem total import&acirc;ncia para revelar as    contradi&ccedil;&otilde;es desse processo, descrever a rela&ccedil;&atilde;o    dessas empresas no uso do territ&oacute;rio e expor de forma clara os interesses    envolvidos na busca pela amplia&ccedil;&atilde;o do lucro.&nbsp; Os interesses    tendem a serem os mais variados poss&iacute;veis, demonstrando competitividade    pelo acesso &agrave;s inova&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no mercado,    embora os servi&ccedil;os prestados ainda sejam alvo de muitas reclama&ccedil;&otilde;es    por parte dos consumidores que se sentem, em alguns casos, lesados por parte    dessas empresas.</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES    FINAIS</font></b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;text&#45;indent: 42.55pt;line&#45;height:normal'><font face="verdana" size="2">Os    fen&ocirc;menos das telecomunica&ccedil;&otilde;es representam um evento de    grande complexidade e analisa&#45;lo a partir da Geografia requer, sobretudo,    a leitura da forma&ccedil;&atilde;o socioespacial brasileira e a interpreta&ccedil;&atilde;o    das desigualdades e transforma&ccedil;&otilde;es socioespaciais.</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Trata&#45;se,    portanto, de uma reflex&atilde;o ampla que envolve tanto a compreens&atilde;o    da a&ccedil;&atilde;o do capital privado quanto do Estado como ente regulador    desse processo. Diversos s&atilde;o os trabalhos na &aacute;rea de Geografia    que tem se proposto de diferentes formas a este tipo de desafio, embora de tem&aacute;ticas    variadas e com recortes diversos.</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Nesse texto, o assunto privilegiado foi a interpreta&ccedil;&atilde;o da implanta&ccedil;&atilde;o das infraestruturas t&eacute;cnicas de telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s e que possuem &iacute;ntima vincula&ccedil;&atilde;o com as pol&iacute;ticas territoriais desencadeadas pelo Estado, bem como pelas estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o espacial das corpora&ccedil;&otilde;es.</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2">Por    &uacute;ltimo, &eacute; v&aacute;lido frisar que tal discuss&atilde;o n&atilde;o    se esgota nesse documento, haja vista a sua amplitude e, dessa maneira, espera&#45;se    ter contribu&iacute;do para um debate extremamente rico do ponto de vista conceitual    e que ainda encontra&#45;se em constru&ccedil;&atilde;o a partir do movimento    da sociedade e da argumenta&ccedil;&atilde;o elaborada para sua definitiva explica&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	     ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2"><b><font size="3">REFERENCIAS    </font></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brandr&atilde;o,    A. C. (1996). Telecomunica&ccedil;&otilde;es e din&acirc;mica regional no Brasil    (Tese de Doutorado em Economia). Universidade de Campinas, Campinas, Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Castells, M. (1999).    A sociedade em rede. A era da informa&ccedil;&atilde;o: economia, sociedade    e cultura (quarta edici&oacute;n). S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    <br>   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dias, L. C. D.    (1995). R&eacute;seaux d'information et r&eacute;seau urbain au Br&eacute;sil.    Par&iacute;s, Francia: L'Harmattan.    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Iozzi, F. L. (2006).    Pol&iacute;ticas territoriais das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es    no Brasil: universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de telefonia fixa    (Disserta&ccedil;&atilde;o Mestrado em Geografia). Instituto de Geoci&ecirc;ncias,    Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil.    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lojkine, J. (1995).    A revolu&ccedil;&atilde;o informacional. S&atilde;o Paulo: Jos&eacute; Paulo    Netto.    <br>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mamigonian, A.    K. (1999). Ciclos m&eacute;dios e organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o.    Geosul, 14(28), 152-157.    <br>   </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Moreira, R. (2000).    Os per&iacute;odos t&eacute;cnicos e o paradigma do espa&ccedil;o do trabalho.    Ci&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, 2(16), 4-8.    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos, M. (2008).    A natureza do espa&ccedil;o: t&eacute;cnica e tempo, raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o    (4ta edici&oacute;n). S&atilde;o Paulo: Edusp.    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos, M. y Silveira,    M. L. (2006). O Brasil: territ&oacute;rio e sociedade no in&iacute;cio do s&eacute;culo    XXI (novena edici&oacute;n). Rio de Janeiro: Record.    <br>   </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silveira, M. R.(2003).    A import&acirc;ncia geoecon&ocirc;mica das estradas de ferro no Brasil (Tese    de Doutorado em Geograf&iacute;a). Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia,    Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, S&atilde;o Paulo, Brasil.    <br>   </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tozi, F. (2005).    As privatiza&ccedil;&otilde;es e a viabiliza&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio    como recurso (Disserta&ccedil;&atilde;o Mestrado em Geografia). Instituto de    Geoci&ecirc;ncias, Universidade de Campinas, Campinas.</font>    <br> </p>     <p>&nbsp; </p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'>&nbsp;</p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2">Recibido:    28 de enero de 2014    <br>   </font><font face="verdana" size="2">Aceptado: 25 de marzo de 2014</font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'><font face="verdana" size="2"><i>Paulo    Fernando Jurado da Silva</i>. Doutorando em Geografia pelo Programa de P&oacute;s&#45;Gradua&ccedil;&atilde;o    em Geografia &#150; Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, Universidade Estadual    Paulista (UNESP), Presidente Prudente.E&#45;mail: pfjurado@uol.com.br</font></p>     <p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height:100%'>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p style='margin&#45;bottom:0cm;margin&#45;bottom:.0001pt;line&#45;height: normal'><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[A sociedade em rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura]]></source>
<year>1999</year>
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<source><![CDATA[Réseaux d&#8217;information et réseau urbain au Brésil]]></source>
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